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Ato de Yom HaShoá reúne gerações no Memorial do Holocausto de SP

Ato de Yom HaShoá reúne gerações no Memorial do Holocausto e da Imigração Judaica de São Paulo, destacando memória como alerta e a exposição sobre bebês de Dachau

Sarita Mucinic Sarue, coordenadora educacional do Memorial do Holocausto. (Foto: Felipe Araújo)
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  • No dia 13 de abril, ocorreu o Ato de Yom HaShoá no Memorial do Holocausto e da Imigração Judaica de São Paulo, reunindo centenas de pessoas, incluindo jovens e sobreviventes.
  • Falas oficiais ressaltaram a memória como instrumento de conscientização e o compromisso com o presente, destacando que lembrar não pode ser apenas memória.
  • A presidente da Federação Israelita do Estado de São Paulo lembrou o peso simbólico do local e a função do memorial como guardião da verdade diante de distorções históricas.
  • O sobrevivente George Legmann, nascido no campo de Dachau, emocionou o público ao relatar sua trajetória e reforçar a importância de contar essa história e manter viva a memória.
  • Ao fim, foi inaugurada a exposição “Eles nos deram esperança de novo – gravidez e nascimento no subcampo Kaufering 1, Dachau”, com 37 painéis, seguida de um ritual de acendimento de seis velas em memória dos judeus mortos.

O Memorial do Holocausto e da Imigração Judaica de São Paulo sediou, no dia 13 de abril, o Ato de Yom HaShoá. O evento marcou a abertura da exposição sobre os bebês de Dachau, reunindo centenas de pessoas e membros da comunidade judaica paulista.

Entre os presentes estiveram jovens, sobreviventes do Holocausto, lideranças comunitárias, autoridades e representantes da sociedade civil. As falas institucionais destacaram a memória como instrumento de conscientização e alerta para o presente.

O presidente da CONIB, Claudio Lottenberg, ressaltou que lembrar o Holocausto é também enfrentar o preconceito e a indiferença. A presidente da Federação Israelita do Estado de São Paulo, Célia Parnes, comentou o peso simbólico do Memorial e o papel da memória na verdade histórica.

Reflexões sobre memória

O ato contou com o depoimento emocionado do sobrevivente George Legmann, nascido no campo de Dachau em 1944. Legmann integra o grupo conhecido como os bebês de Dachau e destacou que a vida pode florescer mesmo após o horror.

O evento foi conduzido por Sarita Mucinic Sarue e contou com a participação do cônsul de Israel em São Paulo, Rafael Erdreich; do rabino Toive Weitman; de André Lajst; e de jovens do Conselho Juvenil Sionista. Todos reforçaram a educação como forma de combater o negacionismo.

Exposição inaugurada

Ao final, foi inaugurada a exposição Eles nos deram esperança de novo – gravidez e nascimento no subcampo Kaufering 1, Dachau. Idealizada pelo Dachau Memorial Site, na Alemanha, a mostra reúne 37 painéis com documentos sobre sete bebês que sobreviveram ao sistema de extermínio.

A mostra convida o público a refletir sobre vida, resistência e humanidade em meio à barbárie. O Ato de Yom HaShoá encerrou com velas acesas em memória aos seis milhões de judeus assassinados, conduzido por sobreviventes ao lado de jovens.

O evento reforçou o compromisso da comunidade judaica paulista com a memória do Holocausto e com a luta contra o ódio e a intolerância, ressaltando que lembrar é também uma forma de resistência.

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