- O estatuto digital para crianças e adolescentes entrou em vigor no dia 17 de março, com objetivo de proteger menores no ambiente online.
- Perfis em redes sociais já ensinam a driblar as regras de proteção, usando técnicas como VPN para burlar geolocalização e acesso a apps restritos.
- Além da VPN, há uso de inteligência artificial para criar identidades falsas de pessoas mais velhas e enganar sistemas de reconhecimento facial.
- Uma especialista alerta que golpes envolvendo relacionamentos e pedidos de dinheiro podem surgir a partir dessas práticas.
- Uma pesquisa aponta que quatro em cada dez jovens com 16 anos ou mais têm contato diário com conteúdos desse tipo, dificultando a fiscalização e reforçando a importância da educação digital.
O estatuto digital para crianças e adolescentes entrou em vigor há um mês, com o objetivo de proteger menores no ambiente online. A norma vigora desde 17 de março, impondo verificação de idade rigorosa, restringindo publicidade e estabelecendo controle parental. As autoridades querem ampliar a fiscalização para redes sociais e plataformas digitais.
Apesar das regras, perfis de redes sociais passaram a orientar como driblar a proteção digital. Vídeos e tutoriais mostram passo a passo o uso de VPN para mascarar a localização e baixar aplicativos restritos no Brasil. O conteúdo circula em diferentes plataformas, facilitando o acesso a conteúdos não autorizados.
Outra linha de conteúdo envolve inteligência artificial, com vídeos que simulam pessoas mais velhas para burlar sistemas de reconhecimento facial. Um especialista alerta que esse tipo de prática pode abrir espaço para golpes de relacionamento e pedidos de dinheiro, entre outros. Uma pesquisa aponta que quatro em cada dez jovens com 16 anos ou mais consomem esse tipo de conteúdo diariamente.
Desafios de fiscalização
A delegada Lisandréa afirma que cabe aos setores exigir das redes sociais medidas para impedir esse tipo de prática. O objetivo é ampliar a responsabilização das plataformas e reduzir vulnerabilidades, segundo a autoridade.
Especialistas ressaltam que o bloqueio intenso pode despertar curiosidade entre os adolescentes, reforçando a importância da educação digital. A atuação conjunta entre famílias, escolas e governos é apontada como fundamental para a construção de conscientização e uso seguro da internet.
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