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Universidades britânicas teriam espionado estudantes pró-Palestina

Doze universidades britânicas contrataram Horus Security para monitorar estudantes pró-Palestina, levantando debate sobre privacidade e liberdades acadêmicas

Estudantes pró-Palestina participam de uma Marcha Nacional pela Palestina em 18 de janeiro de 2025, em Londres, no Reino Unido.
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  • Doze universidades britânicas contrataram a Horus Security Consultancy Limited para monitorar estudantes e acadêmicos, incluindo apoiadores da causa palestina.
  • A empresa analisou publicações em redes sociais e fez avaliações de risco de terrorismo; desde 2022 recebeu ao menos 440 mil libras pelos serviços.
  • Entre as instituições estão Oxford, Imperial College London, University College London, King’s College London, além de Sheffield, Leicester, Nottingham e Cardiff Metropolitan.
  • A Universidade de Bristol integrou a lista de clientes e forneceu, em outubro de 2024, uma lista de grupos estudantis para receber alertas.
  • Parlamentares e entidades internacionais reagiram: a Universidade de Sheffield disse que o monitoramento busca eventos que possam afetar a instituição; a Imperial College London negou que haja vigilância de estudantes; a relatora da ONU para liberdade de reunião apontou preocupações legais sobre o uso de IA para coletar dados em código aberto.

Doze universidades do Reino Unido contrataram uma empresa privada de segurança para monitorar estudantes e acadêmicos que participam de protestos pró-Palestina. A investigação divulgada nesta segunda-feira aponta que a Horus Security Consultancy Limited analisou publicações em redes sociais e avaliou riscos de terrorismo para as instituições.

A Horus, criada em 2006 por ex-integrantes da inteligência militar, afirma produzir relatórios de código aberto a partir de fontes na internet. Entre os contratos, a empresa recebeu pelo menos 440 mil libras desde 2022 para monitoramento de atividades campus.

Entre as instituições mencionadas estão Oxford, Imperial College London, University College London, King’s College London, além de Sheffield, Leicester, Nottingham e Cardiff Metropolitan. Não há indícios de ilegalidade nas práticas descritas.

Casos observados incluem uma acadêmica palestina convidada para uma palestra na Manchester Metropolitan University e uma doutoranda na London School of Economics. Registros internos indicam ainda que a Bristol forneceu uma lista de grupos para alertas em outubro de 2024.

A divulgação ocorreu após pedidos de informações sob a Lei de Acesso à Informação. Sheffield disse que utiliza serviços externos para monitorar eventos que possam impactar a instituição e afirmou que não há intenção de desencorajar o ativismo.

Imperial College London negou que os serviços contratados configurem vigilância de estudantes. As informações trazem ao debate questões sobre uso de inteligência de código aberto em ambientes acadêmicos.

Autoridades da ONU já alertaram para preocupações legais sobre uso de IA para coletar dados estudantis sob o disfarce de inteligência pública. A relatora Gina Romero enfatizou riscos legais na prática.

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