- 16% dos municípios têm pelo menos 10% das crianças de 4 e 5 anos fora da escola, apesar da matrícula obrigatória.
- Região Norte apresenta o maior atraso: 29% das cidades com menos de 90% de matrícula nessa faixa etária; Sul tem 11%. Demais regiões: Centro-Oeste 21%, Nordeste 17% e Sudeste 13%.
- Para crianças de até 3 anos, 81% dos municípios não atingem a meta de 60% em creches até 2036; Norte registra 94% fora do patamar.
- Entre capitais, há variação na cobertura de 4 e 5 anos e de creches, com diferenças mais acentuadas no Norte.
- O Ministério da Educação diz manter ações de apoio aos municípios e ampliar vagas por meio de construção, retomada de unidades e uso de dados públicos para orientar políticas.
O Interdisciplinaridade e Evidências no Debate Educacional (Iede) divulgou nesta quarta-feira (29/04) um indicador sobre a educação infantil no Brasil. A pesquisa aponta que 16% dos municípios têm pelo menos 10% das crianças de 4 e 5 anos fora da escola.
Na região Norte, 29% das cidades registram menos de 90% de matrícula nessa faixa etária, o maior índice do país. O Sul tem 11% dos municípios nessa faixa, seguido por Centro-Oeste (21%), Nordeste (17%) e Sudeste (13%).
Para crianças de até 3 anos, a meta do Plano Nacional de Educação é de 60% em creches até 2036. No entanto, 81% dos municípios não atingem esse patamar, com o Norte alcançando 94% fora do padrão.
Região e capitais
Entre as capitais, há casos de cobertura total para 4 e 5 anos, mas também municípios com índices baixos. A oferta de creches varia bastante, com o Norte apresentando os menores percentuais de atendimento.
O diretor executivo do Iede destaca a necessidade de dados detalhados para localizar crianças fora da escola e orientar decisões. Sem informações atualizadas, a ação pública fica limitada.
Ações do Ministério da Educação
O Ministério da Educação afirma manter apoio às gestões locais e cita investimentos em infraestrutura. A pasta ressalta que ampliar vagas depende de articulação entre União e municípios, baseada em dados públicos.
A pasta ainda ressalta programas de construção e retomada de unidades como estratégia para reduzir o déficit e ampliar o atendimento na educação infantil. Estão em curso medidas para ampliar a oferta.
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