- Pesquisa AtlasIntel com 600 brasileiros mostra que 53,4% dos pais dizem que os filhos de 11 a 17 anos fazem menos exercício do que deveriam.
- A OMS aponta que 84% dos jovens nessa faixa etária no Brasil são sedentários, 4 pontos percentuais acima da média mundial.
- Principais entraves: falta de espaços acessíveis (53,3%), questões emocionais como ansiedade (31,5%) e, quase na mesma proporção, vício em telas (31,1%).
- Escolas estão promovendo mudanças: Bandeirantes realiza torneios e olimpíada interna; Magno amplia atividades físicas extracurriculares e criou uma academia.
- Mudanças familiares e escolares buscam reverter o sedentarismo, que aumenta riscos como obesidade e hipertensão entre crianças e adolescentes.
O sedentarismo infantojuvenil no Brasil ganhou dimensão alarmante. Uma pesquisa exclusiva do Instituto Atlas/Intel para VEJA ouviu 600 brasileiros de 11 a 17 anos. Mais da metade admite que os filhos praticam menos exercícios do que deveriam.
Os dados apontam que 53,4% das famílias percebem redução na atividade física dos jovens. O cenário contrasta com o passado, quando brincadeiras ao ar livre eram rotina. A OMS classifica o comportamento como uma pandemia entre 11 e 17 anos no Brasil, com 84% nesse grupo.
Causas e impactos
A pesquisa aponta espaço público inadequado (53,3%) como principal entrave à atividade física, seguido de questões emocionais (31,5%). Um terço cita o vício em telas (31,1%) como fator decisivo para a inatividade, refletindo mudanças no uso de internet, redes sociais e IA.
Entre os efeitos, especialistas destacam riscos para desenvolvimento mental, emocional e físico. Dados internacionais indicam aumento da pressão arterial em crianças, bem como preocupações sobre aprendizagem e bem‑estar psíquico associadas ao tempo excessivo online.
Casos e respostas familiares
Relatos de famílias urbanas mostram trajetórias distintas. Um pai federal e a esposa enfrentaram a dificuldade ao observar o filho mais novo, Humberto, 3 anos, afastar-se da socialização. A intervenção envolveu estímulos ao ar livre, esportes e mudanças no ritmo familiar.
Casos de mudanças em hábitos alimentares e rotina esportiva são comuns quando há diagnóstico médico envolvendo níveis de colesterol ou triglicerídeos. A transição costuma incluir atividades como natação, judô e ginástica, buscando reconectar a criança ao ambiente real.
Papel da escola na promoção da saúde
Escolas paulistas passaram a enfatizar atividades físicas como parte da rotina. Exemplos incluem atividades extracurriculares e competições intercolegiais, com foco em basquete, vôlei, futsal, xadrez e outras modalidades. Essas ações visam reduzir o tempo de tela e ampliar o vínculo com o esporte.
Colégios como o Magno ampliaram a oferta de atividades sem custo adicional, integrando física ao dia a dia dos alunos. A organização de uma academia na instituição facilita a participação e incentiva a prática regular, inclusive com possibilidade de compensação de conteúdos.
Impactos positivos observados
Testemunhos de pais apontam que a participação em esportes pode promover mudanças significativas. Exemplo citado envolve tênis de mesa que impulsionou o envolvimento do filho em atividades físicas, resultando em emagrecimento, novas amizades e maior sociabilidade.
Pesquisas recentes associam exercício à melhoria de sintomas de depressão e ansiedade, destacando efeitos neurológicos benéficos e maior participação social. Tal conjunto de evidências sustenta o papel das atividades físicas na infância como fator de saúde pública.
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