- Débora Garofalo, reconhecida como a professora mais influente do mundo, é uma das palestrantes da São Paulo Innovation Week, que acontece de 13 a 15 de maio.
- Ela afirma que a tecnologia chegou às escolas antes de os docentes estarem preparados, e que a prática ainda a vê como ferramenta, não como objeto de conhecimento.
- Destaca um projeto de robótica com sucata em uma escola municipal de São Paulo, que criou sensores para córregos e sistemas de acessibilidade, usando reciclagem para protótipos.
- Após os prêmios, recebeu convite para implantar tecnologia na rede estadual de São Paulo e no Rio, mas reclama de falta de apoio governamental em 2019 e atualmente.
- Defende que inovação é atitude, e aponta necessidade de formação docente, infraestrutura e conectividade, além de valorizar mais os professores.
Débora Garofalo, educadora brasileira premiada internacionalmente, participa como palestrante do São Paulo Innovation Week, promovido pelo Estadão. O evento acontece entre 13 e 15 de maio na Faap e na Arena Pacaembu, reunindo mais de 2 mil palestrantes.
Ela afirmou que a tecnologia chegou às escolas antes da preparação docente, gerando receio quanto à inovação. A professora destacou que a tecnologia precisa ser entendida como objeto de conhecimento, não apenas como ferramenta.
Trabalho de campo e impacto comunitário
Garofalo ganhou destaque ao liderar um projeto de robótica com sucata em uma escola municipal de São Paulo, próxima a quatro favelas. Crianças criaram sensores para córregos, úteis contra enchentes, e sistemas de acessibilidade com resíduos reaproveitados.
Ela descreveu que a ideia nasceu diante de problemas locais como conectividade, infraestrutura e violência. A experiência mostrou que inovação depende de criatividade e propósito, não apenas de recursos financeiros.
Reconhecimento internacional e desafios
O prêmio atual conferiu visibilidade ao trabalho actal, além de já ter sido finalista do Global Teacher Prize em 2019, a primeira sul-americana na disputa. Garofalo afirma que não recebeu apoio do governo brasileiro em nenhum dos reconhecimentos.
Após os prêmios, ela foi convidada a implementar a disciplina de tecnologia na rede estadual de São Paulo e no Rio de Janeiro. Hoje, atua com formação de docentes e políticas públicas, ressaltando a desvalorização da carreira como entrave à atualização.
Educação 5.0 e formação docente
Para Garofalo, inovação é atitude, não apenas tecnologia. Defende educação 5.0, com professor mediador, capaz de ouvir estudantes e adaptar práticas ao contexto. Observa que políticas públicas precisam flexibilizar ações na ponta.
Ela também critica a formação inicial dos professores, defendendo uma residência pedagógica para equiparar o magistério a outras profissões. A prática de estágio ainda esbarra em entraves logísticos e culturais.
Valorização docente no Brasil
A educadora afirmou que, em 2019, o Brasil não levou representantes ao Global Teacher Prize, numa situação associada a decisões de governo. Este ano, diz ter recebido novo reconhecimento sem contato oficial do governo, destacando a necessidade de valorização da carreira.
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