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Deputado preso posta figurinha com própria imagem após foto de dinheiro vivo

Prisão de Thiago Rangel reforça indícios de esquema milionário na Educação do Rio, com articulação entre político, empresas e recursos em espécie

Deputado preso postou figurinha com a própria imagem após receber foto de dinheiro vivo — Foto: Reprodução
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  • A Polícia Federal prendeu Thiago Rangel (Avante) na 4ª fase da Operação Unha e Carne, com base em decisão do STF de Moraes.
  • Mensagens apreendidas mostram o deputado articulando liberação de obras da Secretaria Estadual de Educação do Rio, com participação de aliados e empresários.
  • Em conversas, Rangel e seu operador financeiro discutem contratos, listas de obras e necessidade de aval de uma pessoa chamada “Rodrigo”, apontando influência de Rodrigo Bacellar.
  • Há indícios de movimentação financeira em espécie vinculada ao esquema, com empresa citada e repasses por meio de saques para obras em escolas estaduais.
  • A PF sustenta que houve ingerência direta do parlamentar na estrutura da educação estadual, especialmente na Diretoria Regional de Educação, para viabilizar contratos.

Foi deflagrada a quarta fase da Operação Unha e Carne, com o objetivo de apurar esquema milionário ligado à Secretaria Estadual de Educação do Rio de Janeiro. A prisão do deputado Thiago Rangel (Avante) ocorreu nesta terça-feira, 5 de maio de 2026, com base em decisão do STF. As investigações apontam indícios de favorecimento de obras em escolas estaduais.

Mensagens obtidas pela Polícia Federal revelam articulação entre o parlamentar, aliados e empresários para direcionar contratos. A PF vê relação entre o núcleo político e o financeiro do grupo, com menção a pagamentos em dinheiro vivo e repasses fora dos canais oficiais.

Rangel foi preso após a PF identificar tratativas para liberação de obras, seleção de empresas e repasse de recursos. A operação também envolve o ex-deputado Rodrigo Bacellar, citado como peça-chave para viabilizar contratos.

Investigações e provas

Conforme a decisão, mensagens entre Thiago Rangel e seu operador financeiro indicam a necessidade de definição superior para avançar com obras. Há referência a uma lista de obras em escolas e a aprovação por uma figura identificada como Rodrigo.

A PF também aponta que há fluxo financeiro ligado aos contratos, com menção a empresas ligadas ao grupo, entre elas a Incrementum Construções. Os investigadores entendem que o dinheiro pode ter sido movimentado fora dos canais oficiais.

Trechos das comunicações indicam planejamento de contratos com informações como número de processos, nomes de obras, municípios, valores e empresas participantes. A PF interpreta isso como indícios de fraudes em contratos com entes públicos.

Envolvidos e vínculos

Entre as pessoas citadas estão Guilherme Rangel Abreu, conhecido como Bocão, ligado a empresas que teriam recebido contratos da área de educação, e Rui Carvalho Bulhões Junior, chefe de gabinete da Alerj, que aparece em mensagens com documentos de obras.

A decisão também aponta ingerência de Rangel na Diretoria Regional de Educação, área de influência política do deputado. Mensagens apontam que Júcia Gomes de Souza Figueiredo, diretora regional, teria sido indicada por Rangel.

Os investigadores indicam que a nomeação de Júcia reflete controle hierárquico do parlamentar sobre a regional, com acesso direto a informações sobre demandas e contratos.

Reações oficiais

A defesa de Thiago Rangel nega crimes e afirma disposição para esclarecer os fatos. A filha do deputado, Thamires Rangel, afirma não haver caixa 2 em sua campanha, com prestação de contas aprovada pelo TRE.

A Secretaria de Educação informou que está revisando contratos de obras em escolas. A Alerj reiterou disposição para colaborar com as investigações. A PF segue com diligências para ouvir envolvidos e apurar responsabilidades.

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