- O ataque aconteceu na tarde de terça-feira (5) no Instituto São José, em Rio Branco, Acre, deixando duas funcionárias mortas e dois feridos; um adolescente de 13 anos foi apreendido.
- Segundo o governo do Acre, quatro pessoas foram atingidas: três funcionárias e um aluno; as vítimas fatais foram Raquel Sales Feitosa, 36, e Alzenir Pereira da Silva, 53.
- A arma era de propriedade do padrasto do menor, que é advogado, e ele foi preso horas após a ocorrência.
- A educação estadual foi paralisada por três dias em toda a rede, conforme determinação do governo.
- Testemunhas destacaram a comoção na frente da escola; alguns relatos indicam que obras no prédio teriam atrapalhado a percepção do início do ataque.
A violência voltou a afetar a educação em Rio Branco. Um ataque a tiros registrado na tarde desta terça-feira (5) na Escola Instituto São José deixou dois funcionários mortos e feriu outras duas pessoas, entre elas um aluno de 13 anos. O crime ocorreu no centro da capital acreana, a poucos passos do local da Polícia Militar, na rua Benjamim Constant.
Segundo o governo do Acre, quatro pessoas foram atingidas pelos disparos: três funcionárias e um aluno, que foi encaminhado ao pronto-socorro juntamente com outra vítima. As duas funcionárias mortas foram identificadas como Raquel Sales Feitosa, 36, e Alzenir Pereira da Silva, 53.
Testemunhas relatam comoção na frente da instituição. Familiares disseram ter recebido a informação de que o aluno entrou armado. O rapaz foi apreendido e a arma utilizada é de propriedade do padrasto, um advogado, que foi preso horas depois. O governo suspendeu as aulas na rede estadual por três dias.
A filha de um policial penal, que também estudava na escola, afirmou que o ataque causou alívio pela sobrevivência da colega de sala, embora triste pelas perdas. Em relatos, funcionários da escola mostraram esforço para conter pânico e proteger alunos.
Um dos alunos ouvidos pela imprensa destacou que obras no prédio podem ter contribuído para a demora da reação inicial, já que o barulho de reformas foi confundido com ruídos do ataque. A escola passa por reformas em parte de suas estruturas.
Desdobramentos e investigação
As autoridades informaram que a investigação envolve a identificação de motivação e as circunstâncias do ataque. Agentes da Polícia Civil e do Bope trabalham para mapear como o jovem entrou na instituição e quais foram os passos que levaram aos disparos.
O Samu foi acionado imediatamente e organizou atendimento médico para as vítimas. O caso mobilizou ainda familiares, vizinhos e a comunidade escolar, que permanece em estado de choque nas proximidades do instituto.
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