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Greve de docentes das faculdades estaduais de SP reúne 2,5 mil pessoas

Manifestação das estaduais de São Paulo reúne 2,5 mil, interdita a Consolação e avança até a reitoria da USP após confrontos com a Polícia Militar

No fim do ato, agentes da Tropa de Choque chegaram a se posicionar e formar barreiras na região da Faculdade de Medicina da USP, mas não houve novos confrontos
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  • Cerca de 2,5 mil estudantes participaram da manifestação das universidades estaduais paulistas, que interditou a Avenida da Consolação, no centro de São Paulo, na tarde de 11 de maio de 2026.
  • O ato saiu da Praça da República em direção à Faculdade de Medicina da USP, percorreu cerca de 4,5 km e durou em torno de 3 horas.
  • Houve confronto entre manifestantes, apoiadores de Bolsonaro e a Polícia Militar, com bombas de gás lançadas para dispersão.
  • Em frente à reitoria da USP, representantes do Fórum das 6 participaram de reunião com a presidência do Cruesp, mesmo sem a presença dos reitores.
  • O ato ocorreu um dia depois da PM desocupar a reitoria da USP, ocupada desde 7 de maio; quatro pessoas foram levadas ao 7º Distrito Policial e liberadas após registro.

Paraíso do texto? Não. O que houve: cerca de 2,5 mil estudantes de faculdades estaduais de SP realizaram uma manifestação na tarde desta segunda-feira (11 mai 2026). A concentração ocorreu na Praça da República, seguiu pela Avenida da Consolação e terminou com a passagem pela Faculdade de Medicina da USP, que também aderiu à greve.

O objetivo do ato era apoiar reivindicações de estudantes, professores e servidores, com a participação de universidades como USP, Unesp e Unicamp. O trajeto contou com uma caminhada de aproximadamente 4,5 km, realizada em cerca de três horas. No fim, a Tropa de Choque formou barreiras próximas à USP, mas não houve novos confrontos.

Durante a concentração, houve confronto entre manifestantes, apoiadores de figuras políticas e a Polícia Militar. A confusão começou quando o vereador Adrilles Jorge e o influenciador Robson Fuinha chegaram ao local para gravar o ato. A PM lançou bombas de gás para dispersar a confusão.

Apesar da tensão, representantes do Fórum das 6, que reúne entidades de docentes, funcionários e estudantes das três universidades, participaram de um encontro com a presidência do Cruesp para discutir pautas levantadas por estudantes, professores e servidores. O ato desta segunda ocorreu um dia após a PM desocupar a reitoria da USP, ocupada desde a quinta-feira anterior.

A reitoria já havia sido ocupada na semana anterior, como parte de um movimento de greve estudantil. A PM informou que quatro pessoas foram encaminhadas ao 7º Distrito Policial e liberadas após registro de ocorrência. O cenário desta segunda trouxe mobilização contínua, sem novos reajustes de ocupação ou desocupação do campus.

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