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Aluno é condenado a pagar R$ 720 mil por ocupação indevida de cota racial

MPF firma terceiro TAC com a Unirio; aluno pagará R$ 720 mil por ocupação indevida de vaga de cotas, com recursos destinados a bolsas de cotistas

UnB foi a primeira universidade federal a adotar sistema de cotas raciais UnB reserva vagas para negros desde o vestibular de 2004 Percentual de negros com diploma cresceu quase quatro vezes desde 2000, segundo IBGE
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  • O Ministério Público Federal fechou o terceiro Termo de Ajustamento de Conduta com a Unirio para reparar ocupação indevida de vagas de cotas raciais.
  • O acordo envolve um estudante de medicina que ingressou em 2016 por vaga para pretos, pardos ou indígenas sem atender aos requisitos do edital; ele deverá pagar R$ 720 mil em 100 parcelas de R$ 7,2 mil.
  • O valor será revertido para bolsas de estudantes cotistas do curso de medicina e para programas educativos sobre relações étnico-raciais e combate ao racismo estrutural.
  • O TAC integra uma atuação sistêmica do MPF para corrigir distorções históricas nas cotas da Unirio; o total assegurado em acordos já ultrapassa R$ 2 milhões.
  • A Unirio vai reservar 35% das vagas dos próximos certames para candidatos negros até reparar o passivo, além de adotar concursos unificados e novos critérios de distribuição de vagas.

O Ministério Público Federal (MPF) celebrou o terceiro Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) com a Unirio e um estudante de medicina que ingressou em 2016 por meio de vaga reservada a candidatos pretos, pardos ou indígenas. O acordo busca reparar a ocupação indevida de cotas raciais na universidade.

Pelo TAC, o estudante deverá pagar R$ 720 mil, divididos em 100 parcelas mensais de R$ 7,2 mil. Também deve participar de um curso de letramento racial, com carga horária teórica e prática oferecido pela própria universidade. Os recursos serão destinados a bolsas para estudantes cotistas e a programas educativos.

A assinatura integra uma atuação sistêmica do MPF para corrigir distorções históricas nas cotas da Unirio. Com esse acordo, o valor total reconhecido em ações semelhantes supera R$ 2 milhões.

Acordos anteriores foram firmados em dezembro de 2025 e abril de 2026, envolvendo outro(s) estudante(s) do mesmo curso. Mantêm o mesmo montante de R$ 720 mil e a participação no curso de letramento racial, com destinação dos recursos para bolsas.

O MPF aponta déficit histórico de docentes negros na instituição. Para compensar, a Unirio reservou 35% das vagas dos próximos concursos para candidatos negros até a reparação integral. A universidade também adotará concursos unificados e novos critérios de distribuição de vagas para evitar fragmentação de editais.

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