- Mais de 70 docentes da USP assinaram carta aberta em apoio à greve estudantil, que completa um mês.
- O documento condena a entrada da Polícia Militar no campus e cobra reabertura das negociações sobre auxílios estudantis.
- Entre os signatários estão Vladimir Safatle, Christian Dunker, Leda Paulani, André Singer e Ermínia Maricato; a USP tem cerca de cinco mil docentes.
- Professores de outras universidades públicas e dirigentes do Andes-SN também aderiram ao movimento.
- A greve, que começou em dezoito de abril, exige aumento do Papfe para no mínimo um salário mínimo paulista (R$ 1.804); a reitoria ofereceu reajuste pelo IPC-Fipe para R$ 912, proposta rejeitada, e houve ocupação da reitoria em 7 de maio.
Mais de 70 professores da USP assinaram uma carta aberta em apoio à greve estudantil, que já soma cerca de um mês. O documento condena a entrada da Polícia Militar no campus e cobra a reabertura de negociações sobre auxílios para os alunos. A carta reúne docentes de diferentes áreas da universidade.
Entre os signatários estão figuras da FFLCH, como o filósofo Vladimir Safatle e o psicanalista Christian Dunker, além da economista Leda Paulani, da FEA. Também integram o grupo o cientista político André Singer, a urbanista Ermínia Maricato e a cientista Maria Victoria de Mesquita Benevides. A USP conta com cerca de 5 mil docentes.
Outros signatários vêm de universidades públicas, como Unicamp, UFMG, UFF, UFRGS, UnB e UFP. O documento também tem adesão de dirigentes do Andes-SN, o sindicato nacional dos professores universitários. A greve estudantil começou em 14 de abril, conforme o movimento, para reivindicar aumento de auxílios, moradias e alimentação adequada.
Assinaturas e adesões
A carta ressalta que as condições de permanência estudantil pioraram. O valor atual do Papfe é de R$ 885 mensais, com propostas para chegar a um salário mínimo paulista de R$ 1.804. A reitoria ofereceu reajuste pelo IPC-Fipe, elevando o benefício a R$ 912, mas a proposta foi rejeitada.
De acordo com o documento, a precarização envolve auxílios insuficientes, restaurantes com alimentação imprópria e moradias em más condições. Os professores defendem que a negociação deve ocorrer para atender demandas consideradas essenciais à permanência estudantil.
Contexto da greve e desdobramentos
A paralisação atingiu mais de cem cursos, incluindo a Escola Politécnica. Servidores técnico-administrativos também participaram, encerrando greve em 24 de abril após acordo com a reitoria. O ponto mais relevante ocorreu em 7 de maio, com a ocupação da reitoria pelo movimento estudantil.
O grupo de docentes afirma que a atuação da PM no campus representa uma ameaça à autonomia universitária e à democracia institucional. Eles defendem a criação de uma mesa de negociação capaz de garantir que nenhum estudante sofra punição por participar do movimento.
O que vem a seguir
A carta pede que a reitoria reabra as negociações com os estudantes e estabeleça políticas de permanência mais robustas. O texto aponta a necessidade de diálogo para superar a crise que envolve a autonomia da universidade e as demandas estudantis.
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