- Líderes do diretório estudantil da New York University pediram a reconsideração da escolha de Jonathan Haidt como orador da formatura no Yankee Stadium, classificando-a como profundamente perturbadora.
- A universidade pretende manter o convite, segundo o porta-voz Wiley Norvell, que o definiu como um dos acadêmicos mais influentes do século vinte e um.
- A controvérsia ganhou força após estudantes lerem textos e discursos de Haidt e questionarem suas posições, especialmente sobre a cultura de superproteção defendida por ele.
- A carta dos líderes estudantis critica a ausência de um orador cujas pesquisas reflitam a diversidade de formandos e cita exemplos de oradores anteriores, como Taylor Swift, Sonia Sotomayor e David Boies.
- O debate ocorre em meio a tensões sobre liberdade de expressão nas universidades, com descontentamento de alguns formandos e apoio de outros na comunidade acadêmica.
Jonathan Haidt, psicólogo social e autor, enfrenta controvérsia sobre liberdade de expressão na NYU ao ser anunciado como orador da cerimônia de formatura no Yankee Stadium. Líderes estudantis classificaram a escolha como profundamente perturbadora e pediram que a universidade reavaliasse a decisão. O convite permanece, segundo a universidade.
A controvérsia se intensificou após estudantes examinarem textos e discursos de Haidt, questionando partes de suas posições sobre diversidade, equidade e inclusão. A crítica também recai sobre uma aula de 2014 que gerou desconforto entre parte da comunidade estudantil.
A NYU defende Haidt como um dos acadêmicos mais influentes do século 21, citando o valor do debate como parte da formação. A universidade não comentou detalhes adicionais sobre a decisão ou o processo de seleção do orador.
Alguns estudantes destacam que a discussão não visa silenciar Haidt, mas expressam que a escolha desvia dos valores dos formandos. Eles citam que, em anos anteriores, nomes como Taylor Swift e Sonia Sotomayor foram convidados.
Entre os apoiadores de Haidt, há quem veja a presença dele como oportunidade de enfrentar a crítica a uma cultura de ultra-proteção. Defensores ressaltam que o autor propõe diálogo e ferramentas para lidar com conteúdos desconfortáveis.
A carta dos líderes estudantis aponta choque com a impossibilidade de trazer um orador cuja linha de pesquisa reflita a diversidade e os valores dos formandos. Eles mencionam que a cerimônia é um momento de celebração que pode virar episódio de discordância.
O contexto da reação no campus acompanha dois anos de debates acalorados sobre liberdade de expressão, com protestos e disputas envolvendo posicionamentos pró-Palestina. A universidade tem endurecido normas de conduta em manifestações.
Alguns formandos relatam sentimentos de decepção com a escolha, descrevendo o momento como potencialmente desrespeitoso. Em meio às críticas, a universidade decidiu manter as regras de gravar discursos estudantis de formatura, o que gerou novas controvérsias.
Entre as vozes de apoio a Haidt, está a de formandos que destacam resultados positivos de suas ações em promoção de diálogo e redução de divisões. Eles ressaltam que o objetivo é construir entendimento entre diferentes perspectivas.
Pamela Paresky, pesquisadora associada ao livro coescrito por Haidt, afirma que o autor sempre buscou apresentar diversos ângulos e manter o equilíbrio entre convergência de ideias. Essa visão é citada por defensores como elemento central de sua atuação.
A reação no campus também inclui relatos de que Haidt inspira iniciativas para incentivar o debate entre estudantes, ajudando a promover encontros presenciais sem depender de recursos digitais.
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