- Em tempos de incerteza global, autoridades destacam a necessidade de um pacto com propósito para atrair jovens e oferecer um futuro estável.
- O conceito ESG (ambiental, social e de governança) ganhou status, com a ideia de ESG 1.0 evoluindo para ESG 2.0, que envolve Economia, Segurança e Geopolítica.
- A pandemia e o novo contexto geopolítico tornaram a geopolítica um tema do cotidiano, impactando cadeias produtivas e preços de alimentos, energia e transporte.
- O Brasil é visto como posicionado a ganhar protagonismo global pela sua capacidade de produzir alimentos e energia, ativos estratégicos.
- O texto defende reforçar a educação conectando-a ao setor produtivo, para formar cidadãos capazes de interpretar a realidade, reduzir riscos e sustentar o desenvolvimento.
Em meio à incerteza global, líderes são chamados a criar visões que atraiam as novas gerações para um futuro estável e próspero. O objetivo é firmar acordos que promovam confiança, desenvolvimento e paz, com foco em educação e governança.
O texto analisa o legado de pós-1945 na construção de uma ordem pautada pela paz, liberdade e sustentabilidade. Relembra a queda do muro de Berlim em 1989 e o avanço da agenda ambiental global a partir de 1992, com a consolidação do conceito ESG.
A relação entre política, economia e educação é destacada diante de novas crises globais. A pandemia de covid-19 interrompeu cadeias de suprimento e o atual cenário geopolítico aumenta riscos que afetam preços de alimentos, energia e transportes.
A narrativa reforça o uso de cadeias produtivas como instrumentos de poder, com restrições de insumos e maior autonomia em setores estratégicos. A geopolítica passa a influenciar decisões antes restritas a governos e especialistas.
Ainda assim, persiste um descompasso entre essa capacidade e a compreensão pública. Debates simplificados e foco no curto prazo dificultam a compreensão de temas estruturais como dependência de insumos, segurança energética e autonomia produtiva.
Como explicar inflação, escassez e competitividade aos jovens que não dominam os fundamentos econômicos? A educação é apresentada como ponte: do ESG 1.0 ao ESG 2.0, conforme o conceito de Marcos Troyjo, conectando Economia, Segurança e Geopolítica.
Essa conjuntura, embora estável, também abre oportunidades. O Brasil é apontado como potencial protagonista global pela produção de alimentos e energia, ativos estratégicos em cenários futuros.
A educação deixa de ser apenas agenda social e passa a ocupar o centro das decisões nacionais. A ideia é formar uma geração capaz de interpretar a realidade, entender cadeias produtivas e identificar riscos e oportunidades.
A aproximação entre educação e setor produtivo é defendida como indispensável. O objetivo é traduzir teoria em prática, tornando o conhecimento aplicável à realidade e fortalecendo a capacidade de atuação no país.
Caso não haja investimento na formação qualificada, há o risco de perder uma oportunidade histórica de transformar população em capital humano produtivo, capaz de sustentar o desenvolvimento no longo prazo.
O texto conclui que o Brasil possui recursos e potencial, mas carece de entendimento coletivo e de uma visão estratégica que vá além do imediato. A repactuação do papel do setor produtivo na educação é apresentada como caminho essencial.
Entre crise e oportunidade, não há espaço para inércia. O chamado é para que o setor produtivo amplie sua participação, apoiando programas educativos conectados à realidade e com impacto efetivo.
A reportagem destaca a necessidade de engajamento estruturado de organizações da sociedade civil e associações, para ampliar programas de educação que preparem as próximas gerações para os desafios presentes e futuros.
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