- Estudantes do IME-USP iniciaram greve em 14 de abril, defendendo melhorias no PAPFE, restaurante universitário e moradias, além de contestarem a política orçamentária da universidade.
- Carta aberta de cerca de 200 alunos pediu o encerramento da greve, alegando prejuízos acadêmicos e perda de legitimidade do movimento; DCE Livre e Amorcrusp afirmam que a continuidade foi aprovada em assembleias, com apenas uma minoria pedindo o fim.
- A direção do IME-USP ainda não se manifestou sobre a decisão; a greve segue em aberto e novas informações devem ser atualizadas pela universidade.
- Em votação realizada pela Faculdade de Direito via Helios Voting, 1.121 estudantes participaram: 766 votaram pelo fim da paralisação e 325 pela continuidade; uma assembleia geral presencial está marcada para sexta-feira para definir os rumos.
- A possível retomada das atividades levanta discussão sobre provas, reposição de aulas e encerramento do semestre; docentes disseram estar disponíveis para acompanhar leituras e programas, mas não há obrigação de reposição de aulas.
Estudantes do Instituto de Matemática e Estatística da USP (IME-USP) divulgam carta aberta pedindo o fim da greve iniciada em 14 de abril. O grupo afirma que a paralisação perdeu legitimidade e provoca prejuízos acadêmicos aos alunos, segundo a publicação nas redes e envio a docentes.
Entidades ligadas ao movimento, como o DCE Livre e a Amorcrusp, sustentam que a continuidade da greve foi aprovada em assembleias, com apenas uma minoria, equivalente a cerca de 10% do quórum, votando pelo fim. A direção do IME-USP ainda não se pronunciou oficialmente.
A greve exige melhorias no PAPFE, nas condições dos restaurantes universitários e nas moradias do Conjunto Residencial da USP, além de críticas à política orçamentária. Professores também aderiram ao movimento, ampliando o alcance das reivindicações.
Avanços e recente movimentação
Nesta semana, o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, classificou as reivindicações como justas, marcando mudança no tom de fala do governo. No mês anterior, o governador tinha demonstrado menor alinhamento com a mobilização estudantil.
A carta anti greve não possui assinatura definida e foi publicada em rede social com baixo registro de identificação. O Estadão apurou que autores atuam nas assembleias do IME, costumando se posicionar contrários à paralisação.
A diretoria da Faculdade de Direito realizou consulta à comunidade estudantil sobre a continuidade da paralisação por meio do sistema Helios Voting. Participaram 1.121 alunos, com 766 a favor do fim e 325 pela manutenção.
Próximos passos e impactos
Nesta sexta-feira ocorre assembleia geral presencial para definir rumos do movimento, com tendência de encerrar a paralisação no Largo São Francisco. A possível retomada das atividades levanta debates sobre provas, reposição de aulas e fechamento do semestre.
Documentos obtidos pelo Estadão indicam mensagens de docentes da Faculdade de Direito sobre o agendamento de provas e trabalhos independentemente da reposição de aulas. A diretora Ana Elisa Liberatore Bechara afirmou que alunos sabiam da necessidade das avaliações.
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