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Como os holandeses enfrentam o desemprego juvenil pode inspirar políticas

Modelo holandês, com “nenhum beco sem saída”, liga educação a estágios e reduz Neet a 4,9% na Holanda, frente a 15,1% no Reino Unido

Amelie with shoulder-length red hair in the foreground, facing the camera outdoors, wearing a black short-sleeved shirt and small facial piercings. Behind, a large modern concrete building with rectangular windows and tall vertical columns spans the width of the image. Several flagpoles with light-coloured flags stand near the entrance. A wide paved area leads up to the building, bordered by low greenery. The sky is bright blue with scattered white clouds.
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  • No Reino Unido, a taxa de NEET entre 16 e 24 anos é de 15,1%, enquanto na Holanda é de 4,9%.
  • A abordagem holandesa se baseia na filosofia “no dead ends” (sem dead ends), buscando levar o jovem a um caminho definido em cada etapa.
  • Por lei, é obrigatório estudar de cinco a dezesseis anos; depois, devem permanecer em educação ou formação até obter qualificação ou completar dezoito anos (kwalificatieplicht).
  • O sistema espanholiza em três trilhas no ensino secundário: VMBO (prática), HAVO (faculdades de ciências aplicadas) e VWO (universidades de pesquisa), com debate sobre seleção precoce.
  • Existem caminhos alternativos e redes de apoio, como estágios, parcerias com empresas e organizações como Mooi Jong, além de medidas para combater a evasão e conectar jovens ao emprego via UWV.

No Reino Unido há uma crise de participação de jovens, com quase 1 em cada 8 entre 16 e 24 anos fora da educação, emprego ou formação (NEET). Um relatório divulgado no mês passado aponta o alerta e sugere lições vindas da Holanda.

O estudo, assinado por Alan Milburn, ex-ministro da Saúde, afirma que até um quinto dos jovens pode tornar-se NEET em cinco anos sem ações urgentes. O país europeu está entre os menores índices de NEET, com 4,9% de 18 a 24 anos fora do caminho da qualificação.

Na prática holandesa, a filosofia é simples: sem caminhos sem saída. A educação é obrigatória dos 5 aos 16 anos, e, até os 18, o jovem deve permanecer em educação ou formação, até obter uma qualificação. O objetivo é manter a continuidade.

O modelo holandês

O sistema utiliza a kwalificatieplicht, uma exigência de qualificação que orienta a trajetória do estudante a partir dos 12 anos, com trilhas distintas na secundária:

  • VMBO: caminho prático para formação profissional
  • HAVO: acesso a universidades de ciências aplicadas
  • VWO: rota acadêmica para universidades

A prática é alvo de críticas por supor streaming precoce e afetar a autoestima.

Apesar disso, a Holanda investe na transição educação-mercado de trabalho por meio de estágios, parcerias com empresas e aprendizados com apoio estatal. Programas são adaptados às necessidades de cada empresa, inclusive com formação de cursos sob medida.

Caminhos alternativos

Casos como Destiny mostram a ponte entre estudo e emprego: um curso de beleza resultou em estágio remunerado e contratação. Profissionais com formação vocacional recebem incentivos para ingressar no mercado, com remuneração variável conforme a área.

Docentes ressaltam que jovens em vias de qualificação têm retorno econômico relevante. Em The Hague, educadores destacam a demanda por profissionais qualificados em áreas técnicas, com percepção de salários competitivos.

Desafios e redes de apoio

Rompimentos podem ocorrer, mas o sistema mantém redes de apoio ativas. Ocorrências de absenteísmo geram intervenções, com encaminhamentos a serviços externos quando necessários. O objetivo é evitar que o jovem se desconecte por completo.

Para enfrentar lacunas, o governo ampliou o acesso a benefícios para jovens em risco de NEET, com o UWV atuando como balcão único de apoio, orientação e oportunidades. O foco é reduzir a evasão escolar de forma sistêmica.

Persistência de obstáculos

Mesmo com avanços, a evasão em contextos de pobreza ou saúde mental persiste. Casos como Amelie evidenciam trajetórias não lineares, com mudanças de curso e fases de incerteza. O sistema busca manter o aluno engajado sem perder opções.

Ao final, o relatório britânico aponta que o modelo holandês oferece lições sobre manter portas abertas e facilitar a transição entre educação e trabalho, evitando lacunas que levem à exclusão.

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