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Jovem com Síndrome de Down conhece namorada no teatro e celebra autonomia

Projeto UP aproxima jovens com síndrome de Down de autonomia e relacionamentos, expandindo a inclusão após quatorze edições.

Caio Camargo, hoje com 30 anos, é aluno do projeto desde a primeira edição
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  • Caio Camargo, 30 anos, participa do Projeto UP desde a primeira edição, em 14 anos de atuação, que reúne jovens e adultos com síndrome de Down em aulas de teatro musical.
  • Na 11ª edição, Caio conheceu a namorada; hoje eles atuam juntos em cenas criadas para o casal.
  • A mãe dele destaca que o teatro aumenta autonomia, amizades e disciplina, e que eles ficam tristes quando as atividades entram em recesso.
  • O Projeto UP foi criado em 2009 pela Oficina dos Menestréis, em São Paulo, já atendeu mais de 200 participantes e foca em desenvolver sensibilidade e convivência, não em formar artistas profissionais.
  • O projeto é mantido por parcerias com empresas via Lei Rouanet; Caio sonha em realizar até o UP 100, querendo mais 100 edições.

Há 14 anos, o Projeto UP reúne jovens e adultos com síndrome de Down para aulas de teatro musical que ajudam no desenvolvimento. Caio Camargo, hoje com 30, está no projeto desde a primeira edição e afirma ter ganhado autonomia e amizades.

Durante uma edição, Caio conheceu a namorada. A relação já dura três anos, e o casal atua junto em cenas criadas para trabalharem em dueto. A convivência nos ensaios é marcada pela troca de mensagens entre as atividades, segundo relatos da família.

A mãe de Caio, Sandra Mara Antônio, destaca que o palco funciona como espaço de desenvolvimento, convivência e expressão. Ela ressalta que os horários, regras e ensaios ajudam na formação de vínculos e na construção de amizades para a vida.

Da sala de ensaio às mudanças fora do palco

O Projeto UP foi criado em 2009 pela Oficina dos Menestréis, em São Paulo. Gabriel Facchini ingressou em 2012 com o objetivo de ampliar o convívio entre pessoas com síndrome de Down e hoje utiliza o aprendizado no trabalho e na vida cotidiana, incluindo trajeto de transporte público e atuação profissional.

Gabriel conta que o envolvimento com o grupo favoreceu a autonomia. Além de atuar em apresentações, ele trabalha na Prefeitura de São Paulo, na área de acessibilidade, realiza palestras e colabora com projetos de fotografia.

O que é o Projeto UP

A iniciativa adapta o método de treinamento teatral dos Menestréis para jovens e adultos com deficiência intelectual, especialmente com síndrome de Down. Em sua 14ª edição, já atendeu mais de 200 pessoas, sem o objetivo de formar artistas profissionais, mas de promover sensibilidade, convivência e trabalho coletivo.

Deto Montenegro, um dos idealizadores, afirma que o foco é incluir pessoas de diferentes perfis, buscando ampliar o acesso às artes. A ideia é que todos possam fazer parte de atividades artísticas na semana, fortalecendo respeito e convivência.

Impactos e continuidade

Ao longo dos anos, o projeto gerou uma rede de pais, familiares e participantes que trocam experiências e criaram ações adicionais voltadas à inclusão. Evelyn Klein, que coordena o UP, enfatiza que o teatro facilita encontros e o desenvolvimento humano.

A iniciativa é sustentada por parcerias com empresas e patrocínios via Lei Rouanet. Nesta linha, o projeto mantém ações voltadas a diferentes públicos, promovendo inclusão por meio de arte e cultura.

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