Em Alta Copa do Mundo NotíciasPessoasAcontecimentos internacionaisPolíticaConflitos

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

MPF entra com ação contra Albert Einstein por descumprimento de cotas

MPF ajuí ação contra Hospital Albert Einstein por não aplicar cotas em residências médicas, com metas para negros, indígenas, quilombolas, pessoas com deficiência e pessoas trans

Na imagem, unidade do Hospital Israelita Albert Einstein no bairro do Morumbi, capital paulista
0:00
Carregando...
0:00
  • O Ministério Público Federal entrou com ação civil pública contra o Hospital Israelita Albert Einstein, em São Paulo, na terça-feira (2 jun 2026), para que a instituição implemente cotas em seus programas de residência médica.
  • A ação sustenta que o hospital descumpriu diretrizes do Ministério da Saúde ao não reservar 55% das vagas para grupos vulneráveis no processo seletivo de 2026.
  • O MPF solicita a abertura de editais complementares para o processo seletivo em andamento, com 30% das vagas para negros, 5% para indígenas, 5% para quilombolas, 10% para pessoas com deficiência e 5% para pessoas trans.
  • A procuradora Ana Letícia Absy afirma que o hospital, apesar de privado, se beneficia de imunidade tributária federal por meio do Certificado de Entidade Beneficente de Assistência Social (Cebas) e atuação no SUS, o que incorpora controle estatal sobre seus programas.
  • Em nota ao Poder360, o Einstein informou que ainda não foi citado sobre a ação e não tem conhecimento do conteúdo do processo.

O Ministério Público Federal entrou com uma ação civil pública contra o Hospital Israelita Albert Einstein, em São Paulo. A ação, divulgada na terça-feira (2 jun 2026), visa obrigar a instituição a adotar sistema de cotas em seus programas de residência médica.

Segundo o MPF, o hospital descumpriu diretrizes do Ministério da Saúde ao não reservar vagas para grupos vulnerabilizados no processo seletivo de 2026. A procuradora Ana Letícia Absy é autora da ação e requer editais complementares para o certame em curso.

As cotas pedidas são 30% para negros, 5% para indígenas, 5% para quilombolas, 10% para pessoas com deficiência e 5% para pessoas trans. A portaria 5.801 de 2024 sustenta a obrigatoriedade de políticas de cotas em programas executados por instituições parceiras.

Padrões legais e posicionamento da instituição

O MPF ressalta que, mesmo sendo privado, o Einstein se beneficia de imunidade tributária federal por meio do Cebas e atuação no SUS, o que justifica controle estatal sobre suas ações. A procuradora afirma que a política de cotas garante igualdade de oportunidades no ensino.

O órgão sustenta que a adoção de cotas é fundamental para democratizar o acesso à formação médica no Brasil. A ação pede a abertura de editais adicionais para cumprir as medidas propostas, conforme a normativa vigente.

O Einstein informou ao Poder360 que ainda não foi citado oficialmente sobre a ação e, portanto, não tem conhecimento do conteúdo do processo. A instituição não comentou outros detalhes até a publicação desta matéria.

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais