- Professores, via a CNTE, pedem aumento salarial de 100%, que o governo federal considerou inviável, ampliando tensões antes da Copa do Mundo de 2026.
- Blocos viários, ocupações e confrontos marcam a capital: avenida de acesso ao Estádio Azteca foi interditada; o Zócalo recebeu ocupação de manifestações.
- Incidentes incluíram derrubada de esculturas, queima de camisas e uso de gás lacrimogênio pela polícia; ministro da Educação sofreu invasão de prédio.
- O Sindicato Nacional dos Trabalhadores da Educação também reivindica reajustes, com postura mais moderada, defendendo 13% para 2026; pautas abrangem educação e previdência.
- O impacto econômico é significativo, com perdas estimadas em cerca de R$ 119 milhões; a Copa deve receber cerca de 5 milhões de turistas, elevando a visibilidade internacional dos protestos.
A poucos dias da abertura da Copa do Mundo da FIFA de 2026, o México vive uma escalada de protestos liderados por professores que reivindicam reajustes salariais de até 100%. As ações ocorrem em meio a bloqueios de vias e confrontos com forças de segurança, na capital, Cidade do México.
Os protestos são organizados pela CNTE, organização dissidente do principal sindicato da educação. O SNTE também cobra reajustes, mas tende a adotar uma postura mais moderada. O movimento envolve principalmente professores da educação básica e trabalhadores com contratos parciais.
A Copa, marcada para começar nesta quinta-feira, 11 de junho, atrai milhares de visitantes para o país. A prefeitura estima receber cerca de 5 milhões de turistas, o que aumenta a visibilidade internacional das manifestações. A pressão ocorre em torno de pautas salariais e condições de trabalho.
Reivindicações e participação
Milhares de manifestantes interditaram uma avenida de acesso ao Estádio Azteca, local da partida de abertura entre México e África do Sul. A ação aconteceu na terça-feira, 9 de junho, ampliando a presença de protestos na capital.
Além de bloqueios, houve ocupação de espaços públicos, incluindo a fan zone no Zócalo. Relatos indicam depredação de esculturas ligadas ao evento e queima de camisetas gigantes como forma de protesto. Mensagens com o lema do movimento foram registradas no entorno.
Os atos também implicaram interrupções logísticas e fechamento de atividades ligadas à organização da Copa. Em alguns momentos, houve confronto com a polícia, com uso de gás lacrimogêneo reportado pela imprensa.
Episódios e impactos
Segundo a Deutsche Welle, os salários variam conforme carga horária e tipo de contrato, com média próxima de 6 mil reais mensais, mas salários iniciais entre 2,4 mil e 4,2 mil, e parte dos profissionais recebendo menos por contratos parciais. A CNTE cobra aumento de 100% e o governo federal rejeita.
O SNTE faz a defesa de reajuste de 13% para 2026, argumentando perda de poder de compra frente a a inflação. A proximidade da Copa elevou a repercussão internacional das reivindicações, com impacto na rotina da capital.
A presidente do país classificou alguns atos como provocação e disse que nem todos os participantes seriam professores, atribuindo parte da violência a grupos radicais. O governo sinalizou evitar repressão mais dura para não colocar o país sob holofotes negativos.
Resposta pública e econômicos desdobramentos
Os choques entre manifestantes e forças de segurança provocaram episódios de violência, incluindo invasão ao Ministério da Educação e danos a imóveis públicos. O governo mantém discurso de diálogo, sem adotar medidas punitivas extensivas.
Economicamente, as paralisações e bloqueios contribuíram para interrupções logísticas e impactos no turismo durante o torneio. Estima-se uma perda de até aproximadamente 119 milhões de reais com os bloqueios e incidentes ligados aos protestos.
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