- O Instituto Paranaense de Desenvolvimento Educacional (Fundepar) abriu um processo contra a construtora Zimermann Ltda. (nome fantasia Innovare Construtora de Obras) por não executar reformas em 13 escolas estaduais, depois de contrato de R$ 2,7 milhões firmados em 2021, decorrentes de pregão de 2020.
- Os trabalhos deveriam ocorrer em 13 unidades, incluindo Colégio Estadual Antônio Vieira, Colégio Estadual Costa Viana e Colégio Estadual Shirley Catarina Chmach, todos em São José dos Pinhais, entre outras escolas listadas pelo órgão.
- O caso foi encaminhado à comissão interna de apuração do Fundepar, o “tribunal” interno que investiga contratos com o governo não cumpridos.
- O Fundepar confirmou a rescisão dos 13 contratos por inexecução total dos serviços e informou que nenhum valor foi pago à empresa, já que pagamentos dependem de comprovação de execução e vistorias.
- As sanções disponíveis, conforme a resolução vigente, podem incluir multa compensatória de 20% sobre o valor total do contrato, com apuração de responsabilidades e parecer jurídico ao final do processo.
O Instituto Paranaense de Desenvolvimento Educacional (Fundepar) abriu processo administrativo contra a construtora Zimermann Ltda. A empresa assinou contratos de 2,7 milhões de reais para reformas e serviços de engenharia em 13 escolas estaduais, mas nenhuma obra foi executada.
Os contratos, firmados em 2021, decorrem de um pregão realizado em 2020. A lista de unidades contempladas inclui colégios de cidades como São José dos Pinhais, Guarapuava, Pinhão e Ibiporã. O objetivo é apurar as razões da inexecução total dos serviços contratados.
A empresa atua no estado com o nome fantasia Innovare Construtora de Obras, sediada em Guarapuava. A reportagem tentou contato por três dias, mas o telefone cadastrado aparece bloqueado.
Caso vai para comissão interna de apuração no Fundepar
O caso foi encaminhado à comissão permanente do órgão, que funciona como um tribunal interno para investigar empresas que não cumprem contratos com o governo. O objetivo é esclarecer responsabilidades e aplicar sanções administrativas cabíveis.
Fundepar confirma rescisão e ausência de pagamentos
Segundo o instituto, os 13 contratos foram rescindidos por inexecução total dos serviços. Não houve pagamento à empresa, pois pagamentos dependem de vistoria, relatório fiscal e atestado de gestão do contrato. A multa compensatória prevista é de 20% do valor, em casos de rescisão por inexecução. O PAAR foi instaurado para apurar responsabilidades e orientar medidas legais.
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