- O Ministério da Educação da Índia bloqueou temporariamente o Telegram até 22 de junho de 2026 por suspeita de fraude associada ao Exame Nacional de Elegibilidade e Admissão para Graduação em medicina.
- O bloqueio antecede o Exame Nacional de Elegibilidade e Admissão para Graduação, marcado para o próximo domingo, 21 de junho de 2026, após o cancelamento de maio por vazamento de questões.
- A Agência Nacional de Testes informou que houve uso organizado do Telegram por redes de fraude que solicitavam dinheiro de candidatos em troca de suposto acesso às questões, alegando que a prova não existe fora da rede oficial.
- Cerca de 2,28 milhões de candidatos participaram da prova de maio em mais de cinco mil centros no país; o exame serve como porta de entrada para as faculdades de medicina.
- A medida gerou críticas, com a Internet Freedom Foundation afirmando que é inconstitucional e não resolve a raiz do problema; até o momento, o Telegram não comentou a decisão.
O Ministério da Educação da Índia bloqueou temporariamente o aplicativo Telegram até 22 de junho, por suspeita de fraude relacionada ao Exame Nacional de Elegibilidade e Admissão para Graduação em Medicina. A medida ocorre à véspera do exame marcado para 21 de junho, que já havia sido cancelado em maio por vazamento de questões.
Segundo a Agência Nacional de Testes (NTA), a proibição visa combater o uso organizado do Telegram por redes de fraude que prometem acesso às questões. Canais, grupos e bots teriam cobrado dinheiro de candidatos e familiares, afirmando acesso à prova fora do sistema oficial.
O exame é a porta de entrada para as faculdades de medicina na Índia. Quase 2,28 milhões de candidatos fizeram a prova em 3 de maio, em mais de 5.000 centros. A NTA informou que o cancelamento foi motivado pelo vazamento, e investigações resultaram em mais de 10 prisões.
Protestos pelo país cobraram a renúncia do ministro da Educação. A medida também gerou críticas de organizações de direitos digitais. A Internet Freedom Foundation afirmou que o bloqueio é pouco transparente e pode violar direitos digitais.
Reações e críticas
A Internet Freedom Foundation sustenta que o bloqueio é reativo, pode punir usuários comuns e não resolve as falhas sistêmicas de vazamentos. A organização reforça que medidas técnicas isoladas não substituem reformas institucionais no processo de exame. Ainda não houve resposta pública do Telegram.
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