- Em 2025, o Brasil teve 66% de crianças alfabetizadas no ensino fundamental; a meta é chegar a 80% até 2030, com expectativa de 67% em 2026.
- Em São Paulo, grandes cidades apresentam mais dificuldades de alfabetização do que municípios menores, segundo estudo da USP.
- Os autores apontam que o maior volume de matrículas não implica atendimentos adequados, prejudicando o ensino em áreas com mais alunos.
- Fatores socioeconômicos e a capacidade de diagnosticar problemas regionais são vistos como principais obstáculos para os índices nas cidades maiores.
- Recomenda-se mapear dificuldades locais, compartilhar práticas entre municípios e replicar estratégias bem-sucedidas para melhorar os resultados.
Em 2025, o Brasil alcançou a meta de 66% de alfabetização entre crianças no ensino fundamental, com o governo mirando 80% até 2030. A projeção para 2026 indica queda de crescimento, chegando a cerca de 67% no país.
No estado de São Paulo, estudo realizado pela Cátedra Sergio Henrique Ferreira, da USP, aponta que municípios menores mostram melhor desempenho que grandes cidades na garantia do ensino. O levantamento analisa dados de matrículas no estado.
Segundo o pesquisador responsável, os maiores índices de matrícula estão em municípios com maior concentração populacional, mas esses não conseguem atender plenamente as necessidades de ensino. Fatores socioeconômicos e a capacidade de atendimento influenciam negativamente os resultados.
O especialista ressalta que proximidade com o aluno facilita uma atuação mais individualizada, o que pode favorecer a alfabetização na idade certa. A interpretação dos dados indica que a capacidade de diagnóstico dos problemas locais é crucial para avanços.
Para atingir a meta de 2030, o estudo recomenda que municípios identifiquem com precisão as dificuldades regionais e implementem práticas pedagógicas eficazes. O intercâmbio entre cidades com resultados positivos é visto como caminho para replicar estratégias bem-sucedidas.
Fatores que impactam a alfabetização
O trabalho destaca a importância de redes escolares proporcionais à demanda, além de suporte socioeconômico adequado. A troca de experiências entre secretarias pode contribuir para reduzir lacunas observadas nas grandes cidades.
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