- Aproximadamente 500 artistas e trabalhadores da cultura de Nova York assinaram uma carta aberta pedindo moratória de dois anos ao uso de IA em escolas públicas, dirigida ao prefeito Zohran Mamdani.
- O texto afirma que a IA é “roubo” de trabalhos criativos e que já invadiu as salas de aula da cidade, citando estudos sobre possível impacto negativo no pensamento crítico e na criatividade.
- Hoje houve uma audiência de supervisão da Câmara Municipal para discutir privacidade de dados e segurança da IA nas escolas, com o movimento recebendo apoio significativo entre os vereadores.
- A petição de apoio ao moratório já reuniu mais de quatro mil assinaturas de pais e educadores de NYC.
- Contudo, educadores em todo o país já utilizam IA em alguns contextos educativos, com preocupações sobre vieses e coleta de dados de estudantes, segundo especialistas citados.
Em uma carta pública, centenas de artistas e trabalhadores culturais de Nova York pedem ao prefeito Zohran Mamdani a adoção de uma moratória de dois anos sobre a inteligência artificial nas escolas públicas. O documento foi divulgado ontem pela AI Moratorium Coalition e reúne cerca de 500 signatários.
Entre os signatários estão artistas visuais, escritores, músicos e cineastas, incluindo Nan Goldin, Laurie Simmons e Carroll Dunham. Também assinam a crítica de arte Jerry Saltz e a escritora-artista Molly Crabapple.
O texto sustenta que softwares de IA, como o ChatGPT, podem prejudicar o pensamento crítico e a criatividade em idades escolares. Os autores afirmam que a IA invadiu as salas de aula da cidade e exige barreiras regulatórias.
Pamela de dados e privacidade fazem parte das preocupações trazidas pela carta, que cita estudos sobre riscos da IA generativa na educação, especialmente para crianças em desenvolvimento. Autores destacam a necessidade de proteção aos dados dos alunos.
Hoje, uma audiência de vigilância da Câmara Municipal vai examinar questões de privacidade e segurança associadas à IA nas escolas públicas. O tema é central para o movimento iniciado em agosto de 2025 por grupos de defesa da educação.
A iniciativa já conta com suporte da maioria na Câmara Municipal. Em 9 de junho, vereadores solicitaram ao prefeito a suspensão imediata do uso de IA generativa nas escolas até que existam salvaguardas com participação pública e de especialistas. Uma petição já reúne mais de 4 mil assinaturas.
Educadores nacionais têm adotado assistentes de ensino com IA, como Magic School e Khanmigo, tutor desenvolvido pela Khan Academy. Kelly Clancy, da PACES, afirmou que o Google Gemini está presente em muitos computadores das escolas da cidade.
O relatório de Brookings, uma instituição de referência em educação, aponta que os riscos da IA generativa na educação de crianças podem superar benefícios naquele estágio do desenvolvimento. O debate envolve impactos sobre dados estudantis e vieses.
A carta dirige-se diretamente ao prefeito Mamdani, pedindo que proteja o futuro criativo de Nova York. O documento também aponta a necessidade de exemplos para sistemas escolares em todo o país.
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