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Carta aberta: centenas de artistas pedem ban de 2 anos à IA em salas de aula

Carta aberta com quinhentos artistas pede moratória de dois anos à IA nas escolas públicas de Nova York, cita riscos a pensamento crítico e privacidade

Mayor Zohran Mamdani addresses the crowd at the 2026 New York City Inauguration outside of City Hall in New York City, New York, United States on January 1, 2026. (Photo by Jason Alpert-Wisnia / Hans Lucas / AFP via Getty Images)
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  • Aproximadamente 500 artistas e trabalhadores da cultura de Nova York assinaram uma carta aberta pedindo moratória de dois anos ao uso de IA em escolas públicas, dirigida ao prefeito Zohran Mamdani.
  • O texto afirma que a IA é “roubo” de trabalhos criativos e que já invadiu as salas de aula da cidade, citando estudos sobre possível impacto negativo no pensamento crítico e na criatividade.
  • Hoje houve uma audiência de supervisão da Câmara Municipal para discutir privacidade de dados e segurança da IA nas escolas, com o movimento recebendo apoio significativo entre os vereadores.
  • A petição de apoio ao moratório já reuniu mais de quatro mil assinaturas de pais e educadores de NYC.
  • Contudo, educadores em todo o país já utilizam IA em alguns contextos educativos, com preocupações sobre vieses e coleta de dados de estudantes, segundo especialistas citados.

Em uma carta pública, centenas de artistas e trabalhadores culturais de Nova York pedem ao prefeito Zohran Mamdani a adoção de uma moratória de dois anos sobre a inteligência artificial nas escolas públicas. O documento foi divulgado ontem pela AI Moratorium Coalition e reúne cerca de 500 signatários.

Entre os signatários estão artistas visuais, escritores, músicos e cineastas, incluindo Nan Goldin, Laurie Simmons e Carroll Dunham. Também assinam a crítica de arte Jerry Saltz e a escritora-artista Molly Crabapple.

O texto sustenta que softwares de IA, como o ChatGPT, podem prejudicar o pensamento crítico e a criatividade em idades escolares. Os autores afirmam que a IA invadiu as salas de aula da cidade e exige barreiras regulatórias.

Pamela de dados e privacidade fazem parte das preocupações trazidas pela carta, que cita estudos sobre riscos da IA generativa na educação, especialmente para crianças em desenvolvimento. Autores destacam a necessidade de proteção aos dados dos alunos.

Hoje, uma audiência de vigilância da Câmara Municipal vai examinar questões de privacidade e segurança associadas à IA nas escolas públicas. O tema é central para o movimento iniciado em agosto de 2025 por grupos de defesa da educação.

A iniciativa já conta com suporte da maioria na Câmara Municipal. Em 9 de junho, vereadores solicitaram ao prefeito a suspensão imediata do uso de IA generativa nas escolas até que existam salvaguardas com participação pública e de especialistas. Uma petição já reúne mais de 4 mil assinaturas.

Educadores nacionais têm adotado assistentes de ensino com IA, como Magic School e Khanmigo, tutor desenvolvido pela Khan Academy. Kelly Clancy, da PACES, afirmou que o Google Gemini está presente em muitos computadores das escolas da cidade.

O relatório de Brookings, uma instituição de referência em educação, aponta que os riscos da IA generativa na educação de crianças podem superar benefícios naquele estágio do desenvolvimento. O debate envolve impactos sobre dados estudantis e vieses.

A carta dirige-se diretamente ao prefeito Mamdani, pedindo que proteja o futuro criativo de Nova York. O documento também aponta a necessidade de exemplos para sistemas escolares em todo o país.

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