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Blumenau rompe contratos de segurança em escolas municipais: porquê

Blumenau rompe contratos de R$ 75 milhões com Orcali após investigação do Gaeco, substituindo por vigilância municipal e projeto de segurança digital nas escolas

Os acordos somam mais de R$ 75 milhões e previam 152 vigilantes armados em 46 escolas e 82 centros de educação infantil (Foto: Giovanni Silva/Prefeitura de Blumenau)
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  • A prefeitura de Blumenau rescindiu contratos de R$ 75 milhões com o grupo Orcali, que tratavam de vigilância e limpeza, após investigação do Gaeco sobre possível esquema de corrupção nas licitações.
  • A Operação Sentinela investiga se a Orcali teve acesso a informações sigilosas para vencer concorrências, com suspeitas de direcionamento de contratos e pagamento de propina de cerca de R$ 2,8 milhões.
  • Foi criada a Secretaria de Segurança Pública para coordenar a proteção das escolas, com vigilância integrada pelo município e sem dependência de empresas investigadas.
  • O modelo de vigilância passa a usar agentes municipais nas 132 unidades da rede municipal, com vigias temporariamente deslocados durante a transição.
  • O projeto Muralha Escolar prevê segurança digital com câmeras de reconhecimento facial, leitura de placas, botões de pânico e central de controle para emissão de alertas às forças policiais.

A prefeitura de Blumenau, em Santa Catarina, rescindiu contratos de R$ 75 milhões com o grupo Orcali, que atuava com vigilância e limpeza em escolas municipais. A decisão ocorre após investigações do Gaeco sobre suposto esquema de corrupção em licitações iniciadas no ano passado. A medida visa romper a relação com a empresa envolvida.

As apurações apontam que a Orcali teria tido acesso a informações sigilosas sobre valores de concorrentes para influenciar resultados de licitações. Há suspeitas de direcionamento de contratos, pagamento de propina e lavagem de dinheiro envolvendo servidores públicos e empresários locais.

Nova gestão da segurança escolar

A prefeitura criou a Secretaria de Segurança Pública para coordenar a proteção das escolas. Sob o comando de Alexandre de Vargas, a pasta passa a gerir vigilantes próprios e convocações por processo seletivo, substituindo a atuação de empresas terceirizadas investigadas.

Mudança no modelo de vigilância

A partir de agora não haverá vigilância armada privada nas escolas. Agentes de vigilância do município ficarão responsáveis pelas 132 unidades. Enquanto o quadro é formado, vigilantes de outros setores da prefeitura serão deslocados para manter a proteção.

Projeto Muralha Escolar

O projeto prevê um sistema de segurança digital com câmeras de reconhecimento facial, leitura automática de placas e pontos estratégicos. As unidades terão botões de pânico, sensores de movimento e sirenes conectadas a uma central de atendimento que aciona a polícia em caso de ameaça.

Reação da Orcali

A Orcali informou que acompanha o desenrolar da Operação Sentinela com responsabilidade e respeita as autoridades. A empresa afirma colaborar com a justiça dentro dos limites legais e que suas demais operações seguem em funcionamento normal.

Conteúdo apurado pela equipe da Gazeta do Povo. Para aprofundar, leia a reportagem completa.

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