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Matrículas em creches sobem 11% em quase dez anos, aponta IBGE

Matrículas em creches avançam 11 p.p. desde 2016, somando 9,4 milhões em 2025, mas oferta não atinge a meta de 50% e persistem desigualdades regionais

A Pnad-Contínua Educação revelou que, em 2025, a taxa de atendimento de crianças de 4 e 5 anos, na pré-escola, foi de 96,1%, o maior patamar já registrado no período 2016-2025 e bem próximo à universalização da oferta de vagas no país
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  • Em 2025, 9,4 milhões de crianças de 0 a 5 anos estavam matriculadas em creches ou escolas, segundo a PNAD Contínua Educação do IBGE.
  • A taxa de atendimento de crianças de 4 e 5 anos na pré-escola foi de 96,1% em 2025, o maior patamar desde 2016, próximo da universalização.
  • O acesso de 0 a 3 anos chegou a 43,3% em 2025, alta de 11 pontos percentuais desde 2016, com cerca de 4,5 milhões de bebês e crianças em creches.
  • Desigualdades persistem: acesso menor na Região Norte e entre grupos raciais e socioeconômicos, com 219 mil crianças de 4 a 5 anos fora da pré-escola; 14,2% de crianças brancas/amarelas fora, 19,6% pretas/pardas/indígenas; 24,2% das 20% mais pobres sem acesso, frente a 6,4% dos 20% mais ricos.
  • O Compromisso Nacional pela Qualidade e Equidade na Educação Infantil prevê investimentos e ações em 2026–2027 para expandir vagas e aprimorar a permanência na educação infantil.

O IBGE, por meio do PNAD Contínua Educação, informou que em 2025 havia 9,4 milhões de crianças de 0 a 5 anos matriculadas em creches ou escolas, no Brasil. A taxa de atendimento subiu 11 pontos percentuais desde 2016, mas ainda está abaixo da meta de universalização.

A pré-escola registra avanço maior: 96,1% de atendimento de crianças de 4 e 5 anos em 2025, o maior patamar da série 2016-2025 e próximo da universalização. Mesmo assim, cerca de 219 mil crianças de 4 e 5 anos ainda não frequentam a escola.

Desigualdades persistentes marcam o panorama. As regiões, renda familiar e raça influem fortemente no acesso à educação infantil, especialmente para 0 a 3 anos. Dados apontam gargalos de oferta e de demanda reprimida.

Desafios e análises

Segundo Natália Fregonesi, do Todos pela Educação, o salto no atendimento é relevante, mas é preciso acelerar a expansão das creches. Ela cita planejamento, financiamento adequado e gestão de vagas como pontos-chave.

A coordenadora ressalta a necessidade de apoio técnico e financeiro aos municípios, com regime de colaboração entre União, estados e municípios, para que a demanda seja atendida de forma equitativa e com qualidade.

Pré-escola em foco

O levantamento mostra que a taxa de atendimento de 4 e 5 anos quase atingiu a universalização, mas ainda há 4% de crianças fora da pré-escola. O benefício da educação infantil é reconhecido pela Constituição desde 2009.

Entre as faixas de renda, a desigualdade persiste: 24,2% das crianças dos 20% mais pobres não frequentam a escola por barreiras de acesso, frente a 6,4% entre os mais ricos.

Territórios e motivos

Diferenças regionais são acentuadas: Santa Catarina atende 58,4% das crianças de 0 a 3 anos, enquanto estados da Região Norte registram os menores índices, com amapa, acre, amazonas e roraima entre os mais baixos.

Entre os motivos para não frequentar, a opção dos pais foi citada por mais da metade das famílias com crianças de 0 a 3 anos, e a falta de creches ou vagas aparece como segundo motivo recorrente.

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