- A retomada das missas presenciais ocorre em estados onde governadores editaram decretos incluindo cultos e missas entre atividades essenciais, seguindo recomendação da CNBB.
- As celebrações devem acontecer com 30% da capacidade das igrejas e distância mínima de 2 metros entre fiéis; pessoas de risco, acima de 60 anos ou menores de 12 anos não podem participar.
- Em Goiânia, o Santuário Sagrada Família celebrou missas com fiéis presentes e intervalos de duas horas para higienização; a capacidade é de 3,5 mil, mas estão sendo admitidos 380 fiéis.
- Na entrada, fiéis passam por desinfecção, podem ter os calçados limpos com jato e fazem checagem de temperatura; os fiéis retiram bilhetes marcando lugar durante a semana.
- Em Florianópolis, o Santuário Nossa Senhora de Fátima também realizou missas presenciais com restrições determinadas pela Secretaria da Saúde.
- Especialistas divergem: um infectologista destaca controle e limitações, mas aponta dúvidas sobre fiscalização e contatos fora do ambiente; uma virologista ressalta o risco de aglomerações e uso incorreto de máscaras.
O retorno das missas presenciais ocorreu em alguns estados após recomendação da CNBB. A suspensão das celebrações foi adotada para evitar a Covid-19. A retomada dependeu de decretos estaduais que incluiram cultos e missas entre as atividades essenciais.
Em Goiânia, o Santuário Sagrada Família iniciou as missas com fiéis presentes, seguindo regras de distanciamento de 2 metros entre as pessoas e ocupação máxima de 30% da capacidade. O santuário, que comporta 3,5 mil fiéis, permite apenas 380 presentes por celebração. Durante a semana, cada devoto recebe um bilhete com o lugar reservado na secretaria, e há higienização entre horários.
Em Florianópolis, o Santuário Nossa Senhora de Fátima também retomou celebrações, com as missas abertas à comunidade, mas com restrições estabelecidas pela Secretaria Estadual de Saúde. Nesses dois locais, o ingresso é controlado e há monitoramento de temperatura na entrada.
Procedimentos e desdobramentos
No Santuário Sagrada Família, o padre Rodrigo de Castro relatou que celebrou em horários variados, com intervalos para higienização entre as missas. O objetivo é manter a proteção sanitária enquanto mantêm a prática religiosa.
Ao longo do país, a retomada ocorre em meio a debates sobre riscos de aglomeração. Mesmo com medidas, dois questionamentos centrais aparecem: quem fiscaliza o cumprimento e como evitar contatos fora do espaço religioso.
Perspectivas de especialistas
Especialistas em infectologia destacam que o controle em espaços fechados reduz a transmissão, mas alertam para desafios de fiscalização e deslocamento de fiéis entre locais. A virologista ressalta que o cenário de aglomeração continua sendo um risco, principalmente pela adaptação do uso de máscaras.
Entre críticas e cautelas, a necessidade de equilíbrio entre prática religiosa e saúde pública permanece em discussão, com diferentes avaliações sobre o momento adequado para celebrações presenciais.
Fonte: Jovem Pan com informações do Estadão Conteúdo
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