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Brasil registra alta de 4,6% em mortes em 2024, maior em 20 anos

Brasil registra quase 1,5 milhão de óbitos em 2024, alta de 4,6% ante 2023, maior avanço em vinte anos sem pandemia; mortes não naturais são mais comuns entre homens jovens

Dados do IBGE revelam quase 1,5 milhão de mortes no Brasil em 2024, um aumento de 4,6% em relação a 2023 - Foto: Joédson Alves/Agência Brasil
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  • Em 2024 o Brasil registrou quase 1,5 milhão de óbitos, 4,6% a mais que 2023, segundo o IBGE, com base na Estatísticas do Registro Civil coletadas em mais de oito mil cartórios.
  • Esse aumento de 4,6% de 2023 para 2024 é o maior dos últimos vinte anos, exceto no período da pandemia.
  • Em 2024, 90,9% das mortes foram por causas naturais; 6,9% por causas não naturais; e 2,2% não informadas.
  • A mortalidade masculina é maior: 120 homens morrem para cada 100 mulheres; o desequilíbrio é ainda mais acentuado entre pessoas de 15 a 29 anos, com 7,7 vezes mais óbitos masculinos por causas não naturais.
  • O crescimento de óbitos está associado ao envelhecimento da população brasileira, conforme a demógrafa ouvida na pesquisa.

O Brasil registrou quase 1,5 milhão de mortes em 2024, segundo a pesquisa Estatísticas do Registro Civil do IBGE. O total ficou 4,6% acima de 2023 e, apesar do aumento, ficou 0,6% abaixo do patamar de 2022, período da pandemia. O levantamento foi divulgado nesta quarta-feira (10) pelo IBGE, com dados coletados em mais de 8 mil cartórios.

Os números apontam que 90,9% das mortes em 2024 tiveram causas naturais. Outras 6,9% ocorreram por causas não naturais, como acidentes, suicídios e violência. A informação não foi informada em 2,2% dos registros. O aumento de óbitos está relacionado ao envelhecimento populacional, conforme a demógrafa Cintia Simoes Agostinho.

Desigualdades por sexo e faixa etária

Entre as mortes de 2024, houve predomínio masculino: 120 homens morreram para cada 100 mulheres. O contingente não natural entre homens (85,2 mil) foi 4,7 vezes maior que entre mulheres (18 mil). A diferença ficou mais acentuada na faixa de 15 a 29 anos, com mortalidade masculina significativamente superior.

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