- Um turista morreu e a esposa ficou gravemente ferida após falha no sistema de tirolesa na Jungle Surfing Canopy Tours, em Cape Tribulation, em 22 outubro de 2019.
- Dois relatórios de peritos apontaram a falha na ancoragem com o chamado “wire rope grip” (grampo de cabo) como causa, pois o cabo escorregou do ponto de ancoragem.
- O torque na ancoragem estava muito abaixo dos padrões federais, com estimativas de até two tons of force no término da linha; houve também falta de manutenção e reaperto regular.
- O inquérito preliminar, conduzido pelo coroner Wayne Pennell, envolve 11 questões, incluindo padrões de uso seguro e qualificação dos operadores, numa linha de cerca de 86 metros entre torres.
- A empresa operadora foi deregistrada pelo ASIC; o inquérito está marcado para março do próximo ano.
O inquérito precário sobre a morte de Dean Sanderson e o ferimento grave da esposa ocorreu nesta quinta-feira, em Cape Tribulation, Queensland. Sanderson morreu em 22 de outubro de 2019 durante passeio de tirolesa no Jungle Surfing Canopy Tours. Shannon, esposa dele, ficou com ferimentos graves.
O inquérito, presidido pelo coroner Wayne Pennell, ouviu dois relatórios de peritos. Ambos apontaram falha na técnica de ancoragem com o chamado “wire rope grip” ou “bulldog clip”. O cabo se soltou e o casal caiu de 20 a 25 metros.
Perícias e cenário técnico
Segundo o relatório de Stuart Davies, da Workplace Health and Safety Queensland, o torque na terminação era pelo menos 1/7 do padrão federal. Calcula-se que, no momento, houvesse até duas toneladas de força agindo na terminação principal.
A técnica de ancoragem gerou incertezas na indústria, com padrões federais conflitantes sobre uso de terminais de cabos. A necessidade de reaperto e manutenção regular também foi destacada pelos peritos.
Medidas e encaminhamentos
A tirolesa tinha 86 metros entre torres, levando turistas em duplas. A dupla Sanderson e a esposa integrava um grupo de 10 pessoas. A WHSQ abriu duas ações penais, sem condenação até o momento.
A empresa operacional foi deregistrada pelo ASIC. O coroner prevê um inquérito de cinco dias em março, para avaliar 11 questões, incluindo padrões de uso seguro e qualificação dos operadores.
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