- Um homem da Colúmbia Britânica ingressou com ação contra a herança do artista indígena Norval Morrisseau, alegando abuso sexual em 2006.
- A ação buscava C$ 5 milhões em danos gerais, agravantes e punitivos.
- A defesa afirmou que Morrisseau não tinha condições de ser agressivo na época, estava em cadeira de rodas e com Parkinson avançado; Morrisseau faleceu em 2007, aos 75 anos.
- A Justiça de British Columbia decidiu pela rejeição da ação “para todos os fins” e sem custas, em 6 de janeiro, após o réu ter contestado as alegações.
- O advogado da herança, Jason Gratl, afirmou que o caso teve resolução rápida e decisiva; o autor, Mark Anthony Jacobson, consentiu com a extinção sem pagamento.
O tribunal da Suprema de British Columbia, em Vancouver, decidiu encerrar a ação movida contra o espólio do artista indígena Norval Morrisseau. A acusação de abuso sexual foi apresentada por Mark Anthony Jacobson, em 2023, e o caso foi rejeitado em 6 de janeiro. A decisão é para todos os efeitos, sem custas para as partes.
Segundo a defesa, Morrisseau não estava em condições de agir de forma agressiva naquele momento. O artista enfrentava doença de Parkinson avançada e dependia de cadeira de rodas. Alega-se que o suposto incidente ocorreu em 2006, após orientação de um assistente do artista.
Os advogados do espólio afirmam que o processo foi rapidamente solucionado após o interrogatório do autor, que acabou tendo o apoio do próprio demandante para o arquivamento sem qualquer pagamento.
Contexto
Jacobson era fã de Morrisseau e o conheceu em uma galeria de Nanaimo em 2005. O espólio já havia relatado que Jacobson busca imitar o estilo de Morrisseau e mudou informações em documentos para se apresentar como possível sucessor espiritual.
A defesa também relatou contatos de Jacobson com o executivo da empresa ligada ao espólio em 2022, com pedidos de promoção. A empresa diz ter rejeitado a solicitação, o que teria motivado mensagens e ataques online contra Morrisseau e o espólio, segundo os documentos apresentados.
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