- Andrew Clements, crítico de música clássica do Guardian, morreu aos 75 anos após período de doença, no domingo.
- Ele integrou a equipe de artes do Guardian em agosto de 1993, sucedendo Edward Greenfield como principal crítico musical do jornal.
- Ao longo de 32 anos, Clements escreveu sobre todas as áreas da música clássica, com reconhecida voz crítica.
- A saúde debilitada o impediu de fazer críticas de concertos ao vivo desde março de 2025; a sua última crítica de CD foi publicada em 2 de janeiro de 2026.
- Entre as paixões de Clements estavam música contemporânea, especialmente compositores como Harrison Birtwistle, Hans Abrahamsen, Oliver Knussen e Mark-Anthony Turnage, além de piano solo; fora da música, gostava de aves, borboletas e orquídeas.
Andrew Clements, crítico de música clássica do Guardian, morreu no domingo aos 75 anos após um período de doença. A notícia confirma o falecimento do comentarista de referência da publicação, reconhecido pela profundidade de seu conhecimento musical.
Clements integrou a equipe de artes do Guardian em agosto de 1993, sucedendo Edward Greenfield como principal crítico musical. A escolha foi recomendação direta do falecido pianista Alfred Brendel, que elogiou sua compreensão da música contemporânea. Ao longo de 32 anos, escreveu sobre diversas áreas da música clássica.
Seu estilo crítico era marcado pela visão incisiva e pela defesa de pautas atuais da música. Mesmo com saúde debilitada, permaneceu ativo até início de 2025; a última resenha de CD foi publicada em 2 de janeiro de 2026.
Carreira
Antes do Guardian, Clements atuava como crítico musical no New Statesman e era editor da Musical Times. Entre 1979 e 1993 escreveu para o Financial Times. Começou a carreira na editora Faber Music e na Open University, após concluir física teórica em Cambridge.
Defendia compositores como Harrison Birtwistle, Hans Abrahamsen, Oliver Knussen e Mark-Anthony Turnage, ajudando a consolidar a importância de suas obras entre críticos e gestores de música. A paixão por música de câmara e por piano solo também se destacou ao longo de sua trajetória.
Fora da música, Clements tinha grande interesse por aves, borboletas e orquídeas. O jornal destacou ainda que, apesar de uma aparência por vezes contida, nutria uma natureza acolhedora com colegas, oferecendo apoio e críticas construtivas.
Legado e repercussão
Katharine Viner, editora-chefe do Guardian, ressaltou a combinação de paixão e precisão em suas críticas, além do prazer que proporcionavam aos leitores. O papel de Clements na imprensa musical permanece como referência para a cobertura crítica da música contemporânea.
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