- Luke Davis, 31 anos, foi condenado a quatro anos e meio de prisão por ferimento corporal gravíssimo causado a uma mulher ao não informar o diagnóstico de HIV e ao interromper o tratamento.
- Davis, de Kidderminster, Worcestershire, havia começado o tratamento em 2017, mas afastou-se dos cuidados em 2019; a vítima descobriu ser HIV em 2021 durante triagem de rotina.
- O juiz Martin Jackson disse que Davis optou por não revelar o diagnóstico por motivos egoístas e que houve premeditação ao não informar a parceira.
- A vítima descreveu o HIV como uma “sentença de vida” e relatou que se sentia física e emocionalmente atingida pelo diagnóstico.
- Após a prisão, a polícia e autoridades de saúde chegaram a pedir que outras possíveis vítimas aparecessem; até o momento, nenhum caso adicional foi identificado.
A Justiça britânica condenou Luke Davis, 31 anos, a quatro anos e meio de prisão por ter infectado uma mulher com HIV após interromper o tratamento e não informá-la do diagnóstico. Davis, de Kidderminster, Worcestershire, foi considerado culpado de causar danos graves à saúde da vítima.
Ele havia sido diagnosticado com HIV em 2017 e interrompeu totalmente os cuidados em 2019. A vítima soube do status sorológico somente em 2021, após um exame de rotina.
Detalhes do caso
O juiz Martin Jackson afirmou que Davis optou por não revelar o diagnóstico por motivos egoístas e entendeu que houve premeditação ao ignorar orientações médicas sobre uso de proteção e comunicação com parceiros.
A vítima descreveu o momento do diagnóstico como uma época sombria da vida, comparando a sensação à de ter uma sentença de vida. Ela relatou sentir-se mal e ter dificuldades de aceitar a própria imagem.
Após o julgamento, Giovanni D’Alessandro, procurador sênior da Crown Prosecution Service West Midlands, ressaltou que a sentença busca justiça para a vítima e servir de dissuasão contra esse tipo de comportamento perigoso.
Segundo as investigações, Davis era sexualmente ativo e possuía vários parceiros. A polícia, com apoio de autoridades de saúde pública, pediu que outras possíveis vítimas se apresentassem na época. Até o momento, não foram identificadas novas vítimas.
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