- Em 2025, o Rio de Janeiro registrou 797 mortes decorrentes de intervenção policial, alta de 13% frente as 703 de 2024.
- A atuação policial mais letal da história deixou 121 mortos em outubro, nos complexos do Alemão e da Penha, na Zona Norte.
- O ano ainda teve seis policiais civis e 13 policiais militares mortos, número superior ao de 2024.
- No total, 3.881 pessoas morreram em decorrência da violência em 2025, aumento de 2% em relação a 2024.
- A apreensão de fuzis atingiu recorde histórico, com 920 armas apreendidas pela polícia em 2025.
Em 2025, o Rio de Janeiro registrou 797 mortes decorrentes de intervenção policial, ante 703 em 2024, soma que configura alta de 13% e marca o trimestre como o mais violento nesse tipo de operação. Os dados são do Instituto de Segurança Pública (ISP).
A operação mais letal da história da cidade ocorreu em outubro, nos complexos do Alemão e da Penha, na Zona Norte. Foram 121 vidas perdidas, entre civis e agentes, incluindo dois policiais militares e dois civis.
Entre as vítimas, constam seis policiais civis e 13 policiais militares que morreram no ano, números superiores aos de 2024, que contabilizou uma morte civil e 11 militares.
Crimes contra a vida
No conjunto de 2025, 3.881 pessoas morreram pela violência no estado, 2% acima de 2024. Esse total engloba homicídios, lesões seguidas de morte, roubos seguidos de morte e mortes por intervenção policial.
O latrocínio registrou queda de 22% entre 2024 e 2025, passando de 99 para 77 ocorrências. Em dezembro, a letalidade violenta recuou 8,1% frente ao mesmo mês de 2024.
Crimes contra o patrimônio
Roubos de veículos caíram 18,4% em 2025, para 25.239 registros. Os roubos de rua também diminuíram, em 2,7%, com 56.937 ocorrências. O roubo de carga teve queda de 9,4%, somando 3.114 registros.
Apreensões e ações
A apreensão de fuzis marcou recorde em 2025, com 920 armas, alta de 25,7% frente a 2024. A diretora-presidente do ISP afirmou que o resultado demonstra a efetividade de estratégias baseadas em inteligência, dados e integração entre forças.
O governador reforçou investimentos em tecnologia e operações conjuntas entre Civil e Militar, destacando a necessidade de cooperação interinstitucional para o controle de fronteiras e uma legislação mais rígida.
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