- Almost one em quatro (23%) de médicos de família disseram ter visto crianças de zero a quatro anos com obesidade.
- Entre os médicos, 81% disseram ter atendido casos de obesidade em crianças entre seus primeiros doze meses e até os 11 anos.
- Quatro em cinco (80%) consideram difícil conversar com os pais de uma criança obesa com menos de dezesseis anos sobre peso e saúde; apenas 10% acham fácil.
- Sessenta e cinco por cento relatam dificuldade de falar com os próprios jovens obesos sobre o peso, com apenas 20% achando fácil.
- Ao falar sobre peso com familiares, há receios: 72% temem que a conversa os perturbe, 47% que provoque raiva, 24% que gere queixa e 74% que haja estigma ou constrangimento, além do risco de desenvolver hábitos alimentares inadequados.
Um levantamento feito com médicos de família no Reino Unido revela que 23% dos clínicos já atenderam crianças de zero a quatro anos com obesidade. A pesquisa, realizada pela organização MDDUS, traz dados sobre manejo, comunicação com famílias e o uso de medicamentos para perda de peso.
Segundo o estudo, 49% dos médicos já atenderam crianças de até sete anos com obesidade, incluindo alguns menores de um ano. Além disso, oito em cada dez GP consideram difícil conversar com pais sobre peso de filhos menores de 16 anos.
Os médicos destacam que conversar sobre o peso infantil pode gerar choque emocional, raiva ou sensação de vergonha. Quase metade teme que o diálogo leve a queixas ou julgamentos por parte dos familiares.
Desafios na comunicação e fatores subjacentes
Dois terços dos médicos relatam dificuldade em falar com os jovens obesos sobre peso, e 65% relatam resistência ao conversar com crianças obesas. O receio de desencadear transtornos alimentares também é citado.
A MDDUS aponta que fatores como pobreza, acesso a alimentação saudável e oportunidades de atividade física influenciam o quadro. A abordagem, dizem os médicos, requer empatia para evitar acusações.
Uso de medicamentos e fiscalização
A pesquisa mostra preocupação com uso de medicamentos para emagrecimento fora de critérios, especialmente entre adultos que não têm indicação. Diversos pacientes obtêm tratamentos de forma privada, o que levanta dúvidas sobre checagens realizadas por farmácias.
Autoridades de saúde ressaltam ações para prevenção infantil desde os primeiros anos. Uma porta-voz do governo britânico destaca medidas de restringir publicidade de junk food e ampliar poderes locais para conter redes de fast food próximas a escolas.
Entre na conversa da comunidade