- Napster lançou um app de música com camada de chatbot impulsionada por IA, oferecendo mais de 15 mil personas de IA alimentadas pelo Gemini do Google, com foco em experiências de “jam” com artistas de IA.
- A empresa foi adquirida em março do ano passado pela Infinite Reality por 207 milhões de dólares e tem expandido para serviços como Napster View e um quiosque de concierge de IA.
- A relaunch ocorre em meio a problemas financeiros e legais, incluindo uma rodada de financiamento de 3 bilhões de dólares que não ocorreu e ações da Sony Music por royalties não pagos de 9,2 milhões de dólares.
- O CEO John Acunto afirma que o futuro da música não depende das majors e que a Napster pretende que os usuários possuam seus dados e conteúdos, promovendo um modelo “em que você é proprietário”.
- A Napster segue ativa, com reconhecimentos na CES, parceria anunciada com a Lenovo no Oriente Médio e planos de manter a música como parte central de seus negócios, mesmo diante de disputas com grandes gravadoras.
Napster lança versão com IA musical, ampliando além do streaming. O aplicativo, disponível para iOS e Android, introduz uma camada de chatbots com 15 mil personas guiadas por IA, associadas ao Google Gemini, para criar música via prompts. A proposta é permitir uma experiência de “jam” com artistas virtuais e modelos de IA licenciados de forma ética.
A empresa, que foi adquirida em março do ano passado pela Infinite Reality por 207 milhões de dólares, amplia seu portfólio para além do consumo musical. O grupo investe em novidades como um quiosque de concierge de IA, o Station, e uma tela holográfica Napster View que exibe companhias digitais.
A reestruturação ocorre em meio a turbulência. Um financiamento de 3 bilhões de dólares prometido no ano anterior não se materializou, com o investidor desaparecendo, segundo veículos de imprensa. A Napster descreve-se como vítima de conduta inadequada e diz colaborar com autoridades.
Situação financeira e ações legais
A empresa enfrenta ações judiciais envolvendo royalties. Sony Music alega 9,2 milhões de dólares em pagamentos pendentes após a suspensão de um acordo de licenciamento em junho de 2025. A SoundExchange ingressou processo semelhante, e várias labels e distribuidores apontam pagamentos não efetuados.
O CEO John Acunto reafirmou à Rolling Stone que, desde a aquisição, existem problemas com as relações com grandes gravadoras. Ele sinalizou a possibilidade de reparo futuro, mas manifestou ceticismo quanto ao papel dessas gravadoras no novo modelo de negócio. A posição é de não depender de grandes selos.
Modelo de negócio e visão da empresa
Para a Napster, a música representa apenas uma parte de uma operação maior. A empresa enfatiza que os usuários possuem os dados e o conteúdo criados na plataforma, em contraste com modelos de IA amplamente usados hoje. Acunto defende um ecossistema centrado no usuário e no controle de dados.
A empresa argumenta que as plataformas atuais de IA capturam dados dos usuários sem permitir a propriedade do material gerado. A Napster promete manter o conteúdo sob propriedade do usuário, destacando a proteção de dados como diferencial estratégico.
Perspectivas de produto e finalidade
No discurso, a Napster posiciona a música como elemento cultural central, com foco em conectar audiências globais. A empresa mantém o objetivo de evoluir com IA, ao mesmo tempo em que preserva direitos autorais e práticas de licenciamento, procurando equilíbrio entre inovação e conformidade.
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