- Zona Maco, a principal feira de arte da América Latina, está em sua 24ª edição no Centro Banamex, em México cidade, até 8 de fevereiro, com público de colecionadores, curadores e grupos de museus.
- O clima de abertura foi otimista, mesmo com turbulência geopolítica, e a feira atraiu compradores da América, Europa e de outras regiões, inclusive presença de visitantes americanos.
- A Pace Gallery reportou vendas quase completas de uma mostra solo de Kylie Manning, com preços variando entre o mínimo de US$ 10 mil e o valor de obras vendidas no dia.
- Obras que enfatizam materialidade e técnicas, como cerâmicas e têxteis, aparecem com força na edição, com galerias como Kouri + Corrao e Palo Gallery destacando trabalhos entre US$ 500 e US$ 40 mil.
- Grandes galerias, incluindo a Galeria de Arte Mexicano, registraram forte movimento de público e visitantes institucionais de museus, com compradores interessados em programas no México e fora dele.
Mexico City recebe a 24ª edição da Zona Maco, no Centro Banamex, com funcionamento até 8 de fevereiro. A feira de arte contemporânea mantém boa afluência de colecionadores, curadores e grupos de museus de toda a América e além, mesmo diante de turbulências geopolíticas. A agenda concorrente com Art Basel em Doha não prejudicou o público presente nesta edição.
Na abertura, galerias relataram vendas significativas durante a pré-visualização VIP. A Pace Gallery, com obras de Kylie Manning, destacou o ritmo acelerado das negociações, especialmente com coleções locais. A presença de público internacional contrastou com a forte participação de instituições americanas, canadenses e europeias que visitam a mostra.
Entre os destaques está a Proyectos Monclova, de México, que apresenta trabalhos de Brenda Cabrera, Circe Irasema e Víctor Hugo Pérez. As obras incluem pinturas, desenhos e uma série de esculturas cerâmicas de Pérez, valorizadas pela tradição cerâmica de Guadalajara, com preços entre 3 mil e 6 mil dólares.
Outras obras que chamam atenção concentram-se na materialidade das produções. A galeria Kouri + Corrao, em Santa Fé, exibe têxteis e cerâmicas com peças de Hilton Raven Halfmoon e Joon Hee Kim, com valores que vão de 500 a 40 mil dólares. A curadoria enfatiza identidade e experimentação de meios.
A Palo Gallery, de Nova York, expõe esculturas em madeira de Raul De Lara e construções arquitetônicas de concreto, cerâmica e madeira de Manoela Medeiros. Obras da dupla tratam de herança cultural, imigração e modernismo brasileiro, com preços entre 6 mil e 25 mil dólares, fortalecendo o tema da materialidade no estande.
Segundo a organização, mais de 75 grupos museais aguardavam visitação, incluindo instituições de MoMA PS1, Tate, SFMoMA e Museum Brandhorst. O foco é estabelecer redes de relacionamento com colecionadores e curadores presentes na feira. A presença internacional permanece intensa.
A galeria Livia Benavides, de Lima, destacou a participação de artistas baseados ou com projetos recentes em Cidade do México. Os trabalhos na estande variam entre 10 mil e 60 mil dólares, com Rita Ponce de León em destaque. A gestão ressalta que muitos visitantes já chegam conhecendo os artistas.
A galerista Ambar Quijano participa pela primeira vez da Zona Maco, com obras de três artistas de diferentes países, entre elas trabalhos de Sebastián Hidalgo, Armig Santos e Paula Turmina. Peças variam entre 1,5 mil e 25 mil dólares, com uma linha curatorial voltada a futuros especulativos.
A Kates-Ferri Projects apresenta um trio de artistas sob o tema natureza em desordem. Esculturas em vidro, pinturas e cerâmicas criam uma unidade visual que tem atraído colecionadores latino-americanos, segundo a galleria. A curadoria aponta que o grupo busca explorar novas leituras da natureza.
A Zona Maco permanece como ponto de encontro para galerias de diferentes tamanhos e origens, reforçando a posição da cidade no circuito global de arte. A presença de colecionadores locais e estrangeiros sustenta o ritmo de negócios mesmo com a competição de feiras simultâneas no cenário internacional.
O público expressa interesse por obras que conectam técnicas tradicionais a práticas contemporâneas. Entre os destaques, peças de cerâmica, têxteis e esculturas que dialogam com identidades nacionais, históricas e de imigração, atraindo museus, fundos e colecionadores familiares.
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