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Mosaic Rooms de Londres reabrem após expansão

Reaberta após expansão, Mosaic Rooms mantém foco em arte do mundo árabe e comunidades locais, agora como instituição beneficente com nova direção

A still from The Circle (2023) by Bouchra Khalili, whose exhibition at the Mosaic Rooms opens on 18 Feburary © Bouchra Khalili; courtesy of the artist and Mor Charpentier
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  • O Mosaic Rooms reabre em 18 de fevereiro, após um ano de obras, com novas instalações, status de instituição de caridade e uma nova diretora, Pip Day.
  • O foco permanece: arte e cultura do mundo árabe e além, mantendo a missão de apoiar estratégias de resistência e comunidades locais.
  • A reforma foi financiada pela A. M. Qattan Foundation e reconfigurou o prédio do século XIX, com entrada pela área externa reformulada e jardim redesenhado.
  • A decoração inclui janelas de vidro colorido permanentes de Dima Srouji, que recebem os visitantes na nova entrada; a mostra inaugural individual é de Bouchra Khalili.
  • Além das exposições, o espaço passa a abrigar estúdio de gravação, biblioteca ampliada, café e sala de junto com espaço infantil, fortalecendo o vínculo com a comunidade local.

London’s Mosaic Rooms reabre as portas se abrem após expansão, em 18 de fevereiro, em Kensington. O espaço passa por uma reforma de longo prazo, ganha novo estatuto de instituição beneficente e uma nova diretora. A linha editorial permanece: arte e cultura do mundo árabe e além.

A intervenção, financiada pela Fundação A.M. Qattan, reformula o prédio do século 19 para apoiar a programação. Novidades incluem sala de gravação, espaço para oficinas, sala de jogos para famílias, livraria ampliada e acesso ampliado às galerias.

A entrada passa a ser pela área externa revitalizada, com um vitral permanente de Dima Srouji, chamado Four Moons from Home (2026). O conjunto de janelas semicirculares faz alusão a qamariya, presente na arquitetura árabe, especialmente na Palestina e no Iêmen.

Renovação e nova configuração

A mostra inaugural traz a artista franco-meto gabense Bouchra Khalili, com três instalações em vídeo sobre o Movimento dos Trabalhadores Árabes (MTA), grupo teatral atuante nos anos 70 na França. Khalili investiga o tema há mais de uma década.

Pip Day, que passou a chefiar a Mosaic Rooms em setembro, afirma manter a tradição de aprender com artistas e público. A diretora ressalta a importância de estratégias de resistência cultural e solidariedade internacional.

A sala de gravação permitirá podcasts e colaborações sonoras, incluindo projeto com Radio Alhara, emissora de Bethlehem. O espaço também reforça o vínculo com a comunidade local e os moradores de hotéis vizinhos.

Foco comunitário e gestão

A ampliação atende famílias migrantes que costumavam frequentar a biblioteca e o café da instituição. Agora, a programação inclui uma brinquedoteca para crianças e famílias, além de uma livraria e cafeteria ampliadas.

Day afirma que Mosaic Rooms foi moldada pela comunidade ao longo de 17 anos. As atividades estão sendo integrada à arquitetura para ampliar o papel público da instituição.

A Mosaic Rooms também se reestrutura como instituição beneficente, para atrair doações privadas e grants públicos, mantendo o apoio contínuo da Fundação A.M. Qattan. A fundação continua orientando a captação responsável.

Observa-se que a discussão recente sobre a gestão anterior de Day em uma instituição de Montreal não envolve o arranjo atual, que se define por novos objetivos e pela relação com a comunidade londrina e com projetos regionais.

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