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Roubos de casa e gangues de moto colocam Morumbi em alerta

Morumbi registra alta de 12,2% em roubos em 2025, contrastando com a queda na cidade; polícia reforça patrulhamento e investiga quadrilhas de residências.

Crimes na região subiram 12,2%, na contramão da queda registrada na média da cidade de São Paulo. Secretaria diz que reforçou policiamento na área e investiga quadrilhas
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  • Em 2025, roubos na região Morumbi cresceram 12,2% em relação a 2024, segundo a Secretaria da Segurança Pública.
  • A SSP afirma que, apesar da queda na cidade, a área da 3ª Delegacia Seccional (que inclui Morumbi, Pinheiros e outros bairros) teve aumento, enquanto a 34º Distrito Policial Morumbi/Vila Sônia registrou alta de 12,2%.
  • Além disso, houve queda geral de roubos na área, com 1.302 ocorrências a menos em 2025 na 3ª Delegacia Seccional em comparação com o ano anterior.
  • No mesmo período, 5.863 suspeitos foram presos ou apreendidos pela SSP, 352 a mais do que no ano anterior.
  • Casos recentes apontam foco em residências de alto padrão, com quadrilhas fortemente armadas agindo de madrugada em bairros nobres; estima-se que uma vítima tenha tido prejuízo de ao menos R$ 1 milhão.

O Morumbi viveu, em 2025, o aumento de roubos de residências e de pedestres, superando a média da cidade. Dados da Secretaria da Segurança Pública apontam alta de 12,2% frente ao ano anterior para a região, em especial nos distritos morumbienses e na área da 3ª Delegacia Seccional.

A SSP afirma que houve queda geral nos roubos na cidade, com reforço no policiamento da área. Na 3ª Delegacia Seccional, que abrange Morumbi, Pinheiros, Butantã, Perdizes e Vila Leopoldina, houve redução de 6,33% no total de ocorrências, com 1.302 boletins a menos em 2025. Ainda assim, o 34º DP Morumbi/Vila Sônia registrou alta de 12,2%.

Além disso, 5.863 suspeitos foram presos ou apreendidos no período, ante o ano anterior, restando números ainda sob análise para a quadrilha local liderada por criminosos de grande porte. Em julho, por exemplo, a SSP divulgou operações que resultaram na prisão de integrantes ligados a gangues de roubo a áreas nobres da capital.

Casos e desdobramentos

Rodrigo Matos da Silva, conhecido como Bode, foi preso na segunda-feira, dia 9, pela Polícia Civil. Segundo investigações, ele era braço direito de Minotauro, apontado como chefe de grupo responsável por pelo menos 30 roubos a residências em bairros como Cidade Jardim e Morumbi. A defesa de Silva não foi localizada até o fechamento deste texto.

A ação envolvendo casas de alto padrão costumava ocorrer de madrugada, com alvos selecionados previamente. Em geral, quadrilhas de cerca de cinco integrantes entravam nas residências, rendiam moradores ainda adormecidos e levavam joias, relógios de luxo e dinheiro. Em alguns casos, itens eram desmanchados para venda de ouro ou pedras preciosas.

A Polícia Civil informou que Bode é considerado criminoso violento e que a prisão, embora relevante, não desarticula o grupo. Investigações apontam que, em uma das vítimas da gangue do Minotauro, o prejuízo superou R$ 1 milhão, incluindo 13 relógios de luxo, joias e US$ 5 mil.

Perseguição e ações recentes

Na semana anterior, um roubo a residência em plena luz do dia acendeu uma perseguição até a Avenida Brigadeiro Faria Lima, com pelo menos cinco suspeitos baleados e um deles morto em confronto com a polícia. O grupo já possuía histórico criminoso e estava sob monitoramento antes do ataque.

Em dezembro, outro episódio grave ocorreu: uma farmácia foi assaltada no Morumbi, resultando em tiroteio entre criminosos e policiais, com disparos registados e fuga dos suspeitos. O caso destacou a atuação de quadrilhas conhecidas por atuação em áreas nobres da zona sul da capital.

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