- A árvore original da maçã Bramley, criada a partir de uma semente entre 1809 e 1815, fica no quintal de uma file de casas em Southwell, Nottinghamshire, e está em risco após o sítio ser colocado à venda.
- O terreno abriga as casas desde 2018, quando passou a ser utilizado como acomodação estudantil pela Nottingham Trent University.
- A universidade diz que a venda ocorreu por causa da idade e da configuração das casas, que não atendem mais para moradia estudantil.
- A bisneta de quem introduziu comercialmente a Bramley teme pela preservação da árvore e há campanha para comprar o terreno, buscando £400 mil, para protegê-la.
- A Bramley já foi reconhecida pela família real, ganhou destaque no jubileu de ouro de 2022 e no jubileu de platina, mas nunca teve ordem de preservação, enquanto a universidade afirma continuar apoiando o cuidado da árvore por meio de especialistas.
A futura do Bramley apple tree, uma das árvores de maçã para cozidos mais famosas do mundo, está em risco após o imóvel onde cresce ser colocado à venda. A árvore fica na área de trás de uma linha de casas em Southwell, Nottinghamshire, propriedade da Nottingham Trent University desde 2018, usada como alojamento estudantil.
A universidade informou que o imóvel foi colocado à venda por causa da idade e da configuração das casas, que as tornam inadequadas para uso habitacional. A família da pessoa que introduziu a maçã comercialmente mostrou preocupação com o destino da árvore.
Celia Steven, de 85 anos, bisneta de quem iniciou a Bramley, disse estar muito preocupada com a proteção da árvore. Ela destacou que se trata de um símbolo nacional e que há histórico de cortes indiscriminados de árvores.
Histórico e proteção
A Bramley tem mais de 220 anos, cresceu a partir de uma semente plantada entre 1809 e 1815. Os frutos foram descobertos décadas depois por um jardineiro local e rapidamente comercializados, levando a árvore a tornar-se símbolo na culinária britânica.
Apesar de seu valor histórico, a árvore nunca recebeu uma ordem de proteção que a salvaguardasse por lei contra derrubadas. Em 2022, a árvore foi destacada pela família real como uma das 50 grandes árvores britânicas, e recebeu reconhecimento adicional em celebração a eventos reais.
Movimento de preservação
Dan Llywelyn Hall, artista de 45 anos e fundador da Mother Bramley Legacy Fund, defende que árvores de patrimônio não fiquem em risco. Ele pretende arrecadar cerca de 400 mil libras com a família Merryweather para adquirir o terreno.
Segundo Hall, a Bramley continua produzindo frutos, mesmo após diagnóstico de fungo parasitário incurável que a afeta. Ele ressalta a importância da árvore para a história culinária mundial e para o debate público sobre a proteção de árvores centenárias no país.
Posicionamento institucional
A Nottingham Trent University afirmou que continua trabalhando para manter a árvore sob um custódio responsável e oferecer orientação especializada a quem a cuida. A instituição destacou visitas públicas, eventos e o suporte de especialistas para preservar o patrimônio.
A universidade informou ainda que, ao assumir a custódia, já sabia que a árvore havia superado sua vida útil natural. O objetivo é manter a árvore sob cuidado responsável, com apoio técnico contínuo, mesmo diante do iminente risco de venda do terreno.
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