- Amisha Adhia teve referências negativas de cinco hospitais em Londres que não diagnosticaram placenta accreta antes do parto; a médica obstetra doutora Chineze Otigbah confirmou a condição, permitindo atendimento adequado no parto de Ishaani no Queen’s hospital, Romford.
- Adhia e o marido Nik lançaram a campanha Action for Accreta para pressionar o NHS a melhorar a identificação da condição e evitar riscos graves, como sangramento e necessidade de histerectomia de emergência.
- A placenta accreta ocorre quando a placenta se fixa muito profundamente na parede do útero; fatores de risco incluem cesariana prévia e tratamento de fertilidade (IVF); estima-se que afete entre uma em trezentas e uma em dois mil gestações.
- O número de mulheres em risco pode crescer com o aumento de partos por cesariana no Reino Unido; cerca de quarenta relatos de casos de diagnóstico tardio chegaram aos Adhias após suas postagens nas redes sociais.
- O Royal College of Obstetricians and Gynaecologists ressalta a importância da identificação precoce e de diretrizes atualizadas; o NHS não tem dados consolidados sobre a incidência, e a NHS Inglaterra indicou que equipes de maternidade devem ficar atentas aos sinais de risco.
Após cinco hospitais de Londres terem dito que Amisha Adhia não tinha placenta accreta, uma confirmação tardia por um obstetra mudou o curso do parto. A gestante, de 36 anos, foi submetida a parto cesárea para a filha Ishaani, na Queen’s Hospital, em Romford, no nordeste de Londres, em setembro do ano passado. A intervenção ocorreu após a médico Drª Chineze Otigbah identificar o quadro de forma decisiva.
A história levou Adhia a lançar a campanha Action for Accreta, com o marido, Nik, para cobrar melhores mecanismos de diagnóstico no NHS. Ela explica que quase não houve reconhecimento do risco em quatro hospitalizações anteriores, apesar de fatores de risco como cesárea anterior. Hoje, Adhia afirma que a detecção precoce poderia evitar complicações graves e hemorragias.
A placenta accreta ocorre quando a placenta se insere muito profundamente na parede do útero, dificultando a separação no parto. Especialistas alertam que o risco aumenta com cesáreas e tratamentos de fertilidade, e que a NHS não tem registros nacionais consolidados sobre a condição. Drª Otigbah reconheceu o diagnóstico a tempo, garantindo atendimento adequado durante o parto de Ishaani.
Testemunho de Adhia destaca que o perigo pode surgir rapidamente com sangramento intenso. Ela descreve ter se sentido ouvida e, ao mesmo tempo, confrontada com dúvidas repetidas de equipes que avaliavam o quadro como baixo risco. O nascimento ocorreu sob avaliação de um centro especializado, reduzindo riscos para a mãe e a bebê.
Diversos grupos de saúde materna apoiam a campanha, incluindo Birthrights e a Birth Trauma Association. Organizações de apoio a bebês, como Tommy’s e Sands, também elogiaram a iniciativa por ampliar a vigilância, educação e aprendizado sobre complicações graves da gravidez. Dados oficiais não fornecem números precisos sobre a prevalência.
A Royal College of Obstetricians and Gynaecologists (RCOG) sinaliza que a placenta accreta está associada a morbidade e mortalidade elevadas, com números crescentes acompanhando o aumento de cesáreas. A entidade informou que guias atualizados devem sair ainda neste ano, com foco em diagnóstico e manejo da PAS atípica.
O NHS England não respondeu diretamente às acusações. O diretor clínico de maternidade, Prof. Donald Peebles, ressaltou a importância do reconhecimento precoce de fatores de risco, como cesárea prévia, e a necessidade de encaminhamentos a centros especializados quando necessário.
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