- Duas adolescentes, com 16 e 17 anos, passaram a tarde no trastero incendiado de Manlleu, onde o grupo de jovens que morreu se reunia; saíram cerca de meia hora antes da tragédia.
- Elas souberam da morte dos amigos perto da meia-noite; o local onde costumavam se encontrar fica na azotea do prédio da rua Manlleu.
- No local foram encontrados dois colchões, uma cadeira de plástico e uma garrafa de gás CDL Sixth Wave; o piso estava preto por fuligem e as paredes não mostravam fogo ativo. Uma segunda garrafa de gás permanece na entrada.
- Os Mossos d’Esquadra descartam que o consumo de gás tenha relação com as causas do incêndio; a hipótese principal é que o fogo tenha começado pela queima de um colchão, em um conjunto de trasteros em formato de U, prendendo as vítimas entre 14 e 17 anos.
- O incêndio é tratado como acidente; três jovens já estavam mortos quando os bombeiros chegaram, e os outros dois faleceram durante o resgate. O município decretou três dias de luto e houve um minuto de silêncio com participação do presidente da Generalitat.
Dois jovens menores de idade passaram a tarde no trastero incendiado de Manlleu, na região de Barcelona, antes da tragédia. As meninas, de 16 e 17 anos, saíram do local cerca de meia hora antes do incêndio e souberam da morte dos amigos apenas por volta da meia-noite. O grupo reunia-se com frequência no espaço localizado na azoteia do prédio da Rua Manlleu.
O local ainda mostrava vestígios da ocupação: dois colchões, uma cadeira de plástico e uma garrafa de gás CDL Sixth Wave no chão, com o piso coberto de fuligem. Uma segunda garrafa permanecia na entrada. Os investigadores descartaram que o consumo do gás tenha relação com as causas do fogo. As jovens afirmaram que o grupo consumia gás no espaço, mas negaram que a maioria fumasse ali.
Causas do incêndio
Segundo a principal hipótese da investigação, o fogo teria começado pela queima de um colchão no outro extremo do conjunto de trastreros em formato de U, gerando uma combustão rápida que prendeu os jovens, com idades entre 14 e 17 anos. As vítimas morreram por asfixia, segundo a polícia, embora as autópsias ainda definam os detalhes. A Mossos d’Esquadra considera o incidente acidental.
Os bombeiros receberam as chamadas de emergência pouco depois das 21h. Equipes percorreram o corredor estreito, percorreram vários andares e desalojaram os moradores. No local, os agentes encontraram três jovens já sem vida e dois com sinais vitais que não resistiram.
O prédio, com mais de 40 moradias, era alvo de entradas e saídas de várias pessoas que ocupavam ou utilizavam os trasteros. Alguns moradores haviam tentado fechar as entradas com cadeados, sem sucesso, e havia também ligações de energia irregular. A Endesa está examinando a situação em parceria com a prefeitura de Manlleu.
A investigação permanece aberta para esclarecer as causas definitivas do incêndio que tirou a vida de cinco jovens. O município decretou três dias de luto e realizou ontem um minuto de silêncio, com a participação do presidente da Generalitat, Salvador Illa.
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