- Morreu aos 88 anos a pintora, gravurista e cineasta húngara Dóra Maurer, cuja morte foi confirmada pela Széchenyi Széchenyi Academy of Literature and Arts, da qual era presidente desde 2017.
- Nascida em Budapeste em 11 de junho de 1937, Maurer formou‑se em 1961 pela Academia de Belas Artes da Hungria e iniciou a carreira como gravurista, expandindo‑se depois para fotografia, cinema, performance e pintura.
- Entre suas obras mais conhecidas estão Quasi‑images (1970‑1973), as fases de Movimento Reversíveis e Mutáveis (décadas de 1970), Seven Twists (1979) e a série Overlappings (1970s–80s), que exploram forma, tempo e movimento por meio de processos sistemáticos.
- O reconhecimento internacional ganhou destaque a partir dos anos 2010, com participações em museus como o Museum of Modern Art (Nova York), Centre Pompidou (Paris) e Museum of Fine Arts (Houston); exposições solo no Tate Modern (Londres) em 2019 e atuação como professora na Academia de Belas Artes da Hungria desde 1990.
- Maurer recebeu o Prêmio Kossuth (2003) e o Prêmio Munkácsy Mihály, foi designada Artista da Nação em 2021, e, em 2022, ficou em sétimo lugar na lista de mulheres mais influentes da Hungria pela Forbes.
Dóra Maurer, pintora, gravadora e cineasta húngara, morreu aos 88 anos. A notícia foi confirmada pela Széchenyi Academy of Literature and Arts, da qual Maurer foi presidente desde 2017. Maurer nasceu em Budapeste em 11 de junho de 1937.
Formada pela Academia de Belas Artes de Hungria em 1961, Maurer iniciou a carreira na gravura e expandiu para fotografia, cinema, performance e pintura. Seu trabalho explorou forma, tempo e movimento, com processos sistemáticos e matemáticos.
Na segunda metade de 1960 e início de 1970, produziu obras conceituais em fotografia, antes de se concentrar cada vez mais na pintura e no ensino a partir dos anos 1970. Séries como Quasi-images e Overlappings marcaram sua linguagem.
Entre as obras mais conhecidas estão Quasi-images (1970-73) e Seven Twists (1979). As séries Reversible and Changeable Phases of Movement e Overlappings também ganharam renome. A crítica reconhecia leitura política, mas Maurer dizia não ter intenção política.
A artista influenciou uma geração de criadores húngaros e contribuiu para a valorização do art popular conceitual na região. Colaborou com Miklós Erdély nos Creativity Exercises (1975-77 e integrou o InDiGó Group (1981-83).
A partir de 1990, Maurer atuou como professora na Hungarian Academy of Fine Arts, alcançando o posto de professora titular. Sua atuação acadêmica acompanhou uma atuação pública cada vez mais internacional.
O reconhecimento internacional ganhou impulso na década de 2010, com participações em mostras coletivas no MoMA, Nova York; Centre Pompidou, Paris; e MFA Houston. Exposições solo ocorreram em 2014 e 2019, na Alemanha e no Tate Modern.
Maurer participou de mostras em diversas cidades europeias, incluindo Graz, Utrecht, Zagreb, Viena, Estocolmo, Bratislava, Nuremberga e Stuttgart. Em 2022, ficou em sétimo lugar na lista Forbes das mulheres mais influentes da Hungria.
Entre prêmios, recebeu o Kossuth Prize em 2003, o Munkácsy Mihály Prize e, em 2021, foi designada Artista da Nação, uma das maiores honrarias estatais da Hungria. Sua trajetória é associada ao avanço da arte abstrata húngara.
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