- A Polícia Civil de Goiás fechou o inquérito e confirmou a autoria do síndico Cléber Rosa de Oliveira no homicídio da corretora Daiane Alves Souza, em Caldas Novas; ele está preso preventivamente.
- O crime ocorreu em dezoito de dezembro; o corpo foi encontrado em 28 de janeiro, em uma região de mata, e o síndico indicou o local da desova.
- O celular da vítima ficou 41 dias dentro de uma caixa de esgoto do prédio, e, a partir dele, foi obtido um vídeo que mostra o momento em que Daiane é atacada no subsolo.
- Daiane havia enviado parte da gravação a uma amiga antes de desaparecer; a investigação aponta que o síndico desligou a energia do apartamento para atrair a vítima ao subsolo, onde houve o ataque.
- O corpo foi morto com dois tiros na cabeça, conforme laudo; a arma utilizada foi uma pistola semiautomática calibre .380; o filho do síndico foi preso por ocultação, mas não teve participação no crime.
A Polícia Civil de Goiás encerrou o inquérito sobre a morte da corretora Daiane Alves Souza, 43 anos, ocorrida em Caldas Novas, no sul do estado. O síndico Cléber Rosa de Oliveira já está preso preventivamente e será indiciado por homicídio triplamente qualificado e ocultação de cadáver.
Segundo as investigações, o crime ocorreu no dia 17 de dezembro, quando Daiane desapareceu. O corpo foi encontrado no dia 28 de janeiro, em uma região de mata, após o desfecho de mais de 40 dias sem localização. O próprio suspeito indicou o local de desova.
Os agentes localizaram o celular de Daiane dentro de uma caixa de esgoto do prédio. Do aparelho, foi extraído um vídeo que registra o momento em que a vítima é atacada no subsolo pelo síndico. Antes de desaparecer, a vítima já havia enviado parte da gravação a uma amiga, mostrando que filmava a queda de energia no apartamento.
Autoria confirmada e detalhes do crime
O delegado André Barbosa, do Grupo de Investigação de Homicídios de Caldas Novas, afirmou que houve emboscada, com a energia do apartamento desligada para atrair Daiane ao subsolo. Ela é surpreendida por Cléber, atingida com um objeto contundente e caída.
A vítima é levada para uma região de mata, onde recebe dois disparos. O laudo apontou duas perfurações na cabeça, com uma bala alojada e outra que saiu pelo olho esquerdo. A arma utilizada foi uma pistola semiautomática .380.
Durante a investigação, ficou evidenciado que o autor agiu sozinho. O filho do síndico, Maicon Douglas de Oliveira, foi preso por ocultação de cadáver, mas a polícia informou que não houve participação dele no homicídio. A equipe contou com apoio da Delegacia de Investigação de Homicídios de Goiânia.
Daiane foi a testemunha direta do crime, já que o vídeo gravado pela vítima foi determinante para o desfecho das apurações. A polícia destacou a eficiência de rastreamento de evidências, que levou ao indiciamento de Cléber Rosa de Oliveira.
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