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Motorista de atropelamento no NT tem sentença ampliada, sem prisão

Decisão em Darwin aumenta a detenção domiciliar de Danby para dois anos com monitoramento eletrônico após recurso, enquanto a família da vítima lamenta a falta de justiça

Elijah Whitehurst's family, Zarak Phillips, Toni Whitehurst, Peter Lamilami, Sidon Guymala, Stella Nayilibidj, Melony Ganawa, Lydia Guymala, Serita Naborlhborlh. Toni says ‘heart is broken’ by Danby’s punishment.
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  • Em darwin, em junho de 2024, Jake Danby atingiu dois homens aborígenes com o carro, matando um e ferindo o outro.
  • A pena foi aumentada de cinco meses de detenção domiciliar para dois anos, com monitoramento eletrônico obrigatório.
  • A decisão foi tomada por três juízes do tribunal de apelação criminal, após recurso da Diretoria de Processos de Acusação do Território do Norte (DPPNT).
  • A família da vítima, conhecida como Whitehurst, disse estar devastada e afirmou que não houve justiça; foi revelado que Danby havia enviado mensagens chamando a vítima de “ladrão de oxigênio”.
  • A promotoria argumentou que as mensagens agravavam o crime, enquanto a defesa contesta que a reabilitação do réu deve ser considerada e que ele cumpriu a ordem de correções.

Durante junho de 2024, em Darwin, Jake Danby atingiu dois homens aborígines com o carro, resultando na morte de um deles e ferimentos no outro. O caso gerou controvérsia após a defesa ter recebido uma sentença de 12 meses de cumprimentos comunitários, com cinco meses em detenção domiciliar. A decisão ocorreu na justiça do Território do Norte.

A Procuradoria do Território do Norte recorreu, alegando que a pena era manifestamente inadequada. Nesta sexta-feira, o tribunal de apelação manteve a decisão de aumentar a detenção domiciliar para dois anos e determinou o uso de um dispositivo de monitoramento eletrônico. A decisão foi proferida em Darwin por três juízes.

A família da vítima, conhecida como Whitehurst por questões culturais, expressou raiva e tristeza diante da nova pena. Uma parente afirmou que o coração está partido e que não houve justiça, destacando que Danby continua solto enquanto não há reparação para a perda.

Foi divulgado que, em mensagens de texto anteriores ao crime, Danby havia feito comentários desrespeitosos sobre a vítima, chamando-a de “ladrão de oxigênio” e tratando o ocorrido como algo humorístico. Essas mensagens foram usadas pela promotoria para sustentar o argumento de agravamento do crime.

Durante o apelo, a promotoria sustentou que a gravidade do crime e as expectativas da sociedade exigiriam uma pena superior a dois anos. A defesa, por sua vez, afirmou que o juiz considerou as mensagens e concedeu um peso adequado a elas, ressaltando que Danby tem histórico de participação em programas de reabilitação.

O governo do Território do Norte enfrenta críticas sobre o manejo do caso, incluindo disputas sobre possíveis conflitos de interesse envolvendo a secretária-geral de Justiça. ASecretaria afirmou que não houve envolvimento indevido e que o caso não envolveu a instituição em si.

Observação: Danby não compareceu ao tribunal na sexta-feira, e o advogado de defesa não comentou sobre a decisão fora da corte.

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