- A Mina de Sal de Wieliczka, perto de Cracóvia e Patrimônio da Unesco desde 1978, abriga mais de 241 quilômetros de túneis e cerca de 380 degraus de acesso.
- A produção de sal terminou em 1996, mas o complexo continua aberto ao público como atração turística com cerca de 2% de tudo que foi criado ao longo de séculos.
- Turistas percorrem a rota clássica de aproximadamente três quilômetros em cerca de duas horas ou a “rota dos mineiros”, que dura cerca de três horas.
- As paredes de sal contêm estátuas, câmaras e a Capela de Santa Kinga, completada em 1964, onde ainda são realizadas missas e casamentos.
- Atualmente, o lugar também funciona como espaço para eventos, spa subterrâneo e atividades inusitadas, como bungee jump entre câmaras, além de exigir monitoramento constante para evitar o colapso pela infiltração de água.
Na Polônia, a Mina de Sal de Wieliczka se mantém como atração turística de alto fluxo, Patrimônio Mundial da UNESCO desde 1978. Mesmo com a produção encerrada em 1996, a mina recebe até nove mil visitantes por dia, que percorrem cerca de três quilômetros de rotas guiadas.
Os guias explicam que o sal-gema presente nas paredes não é puro e contém impurezas que deixam o tom cinza. A lama das minas e as câmaras históricas preservadas mostram a vida dos mineiros, sua rotina e o processo de extração ao longo de séculos.
O complexo subterrâneo está dividido em níveis que chegam a cerca de 330 metros de profundidade, com 241 quilômetros de túneis já escavados. Hoje, apenas uma fração desse espaço permanece aberto ao público, entre câmaras ornamentadas e a famosa Capela de Santa Kinga.
O que houve e onde está
A exploração começou no final do século XIII, próximo a Cracóvia, no sudeste da cidade. O sal era essencial para a economia real e financiou parte da educação polonesa na Idade Média. A mina passou por fases de expansão até chegar aos seus 380 degraus de acesso.
Quem opera e por quê
Equipe de quase 400 mineiros atua na proteção das galerias contra infiltrações de água e na manutenção estrutural. A presença de água representa a principal ameaça, exigindo bombeamento constante para manter a passagem segura aos visitantes.
Como é a visita e as opções
A rota turística clássica dura cerca de duas horas. Em uma alternativa, a chamada rota dos mineiros, o passeio ocorre entre 57 e 100 metros de profundidade, com equipamentos de segurança fornecidos.
Destaques e curiosidades
Entre os atrativos, a Capela de Santa Kinga se destaca pela escultura em sal, concluída em 1964 após décadas de trabalho. O local ainda recebe missas, casamentos e eventos especiais. Copérnico teria visitado a mina em 1493, registrando-se como um dos primeiros curiosos não operários.
Além do turismo tradicional
A mina abriga espaços para eventos, com áreas adaptadas para banquetes e atividades privadas. Um spa subterrâneo, a 137 metros abaixo, oferece tratamentos respiratórios. A produção de sal continua, com mais de 10 mil toneladas geradas anualmente, em processo que evapora a salmoura para formar cristais.
Entre na conversa da comunidade