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New York Historical recebe doação de 150 obras de artistas indígenas

Museu New York Historical recebe 150 obras de artistas indígenas, a maior doação desse tipo já para uma instituição de Nova York, integrando a história indígena à narrativa nacional

Fritz Scholder, Patriotic Indian, 1975 The New York Historical, Promised gift of Agnes Hsu-Tang and Oscar Tang, The Hsu-Tang Collection. Agent of the Estate of Fritz Scholder and the Collection of Fritz Scholder
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  • A New York Historical recebeu 150 obras de arte indígena contemporânea doadas por Agnes Hsu-Tang e seu marido, Oscar Tang, em coordenação com a CEO Louise Mirrer.
  • A doação, a maior de arte indígena já feita a uma instituição de Nova York, coincide com o 250º aniversário dos Estados Unidos.
  • Entre as obras estão peças de Fritz Scholder, Jaune Quick-to-See Smith, T. C. Cannon e outros artistas indígenas.
  • A instituição pretende apresentar a história indígena como parte da história americana, integrando as obras à narrativa geral, e não em seções separadas.
  • Um conjunto de atividades inclui a exposição House Made of Dawn: Art by Native Americans 1880 to Now (de 22 de abril a 2 de agosto) e a obra de Leonard que dará as boas-vindas na entrada da Tang Wing for American Democracy, aberta em junho.

O New York Historical (NYH), em Manhattan, recebeu 150 obras de arte indígena contemporânea doadas pela presidente do conselho de curadores, Agnes Hsu-Tang, e seu marido, Oscar Tang. A entrega foi organizada pela CEO do museu, Louise Mirrer, e ocorre em meio ao 250º aniversário da fundação dos Estados Unidos. É a maior doação de arte indígena já destinada a uma instituição de arte de Nova York desde a criação do Museum of the American Indian.

As peças incluem trabalhos de Fritz Scholder, Jaune Quick-to-See Smith, T. C. Cannon, Cara Romero, Nampeyo, Maria Martinez, Angel De Cora e Zitkala-Ša. A doação posiciona o NYH para contar a história indígena como parte da história americana, ao invés de segregá-la em seções especializadas. A curadoria passa a enxergar a arte indígena como documento histórico, além de expressão estética.

A iniciativa reforça a visão do museu de inserir vozes nativas no eixo principal da narrativa de arte e história dos EUA. Louise Mirrer destaca que o acervo permite que visitantes compreendam elementos de história americana e de Nova York que muitas vezes passam despercebidos, especialmente neste ano de celebração cívica.

A doação se soma a aquisições recentes de obras de artistas indígenas, já em exibição ou em processo de montagem, como peças de Kay WalkingStick e Randee Spruce. As discussões sobre a doação começaram em 2022, após a visita da ceramista Courtney Leonard ao NYH. A expectativa é integrar as peças à mostra permanente de modo mais orgânico.

Um desdobramento importante ocorre com a inauguração, prevista para junho, do Tang Wing for American Democracy no NYH. A obra de Leonard, Contato 2,021, decorará a entrada do espaço, simbolizando a relação entre a comunidade indígena e a bacia do Hudson. A curadoria planeja criar um fluxo contínuo entre arte indígena e narrativa histórica.

A entrega ocorre em um momento de debate nacional sobre a presença de referências a povos indígenas nos museus. A diretora Mirrer afirma que o acervo não apenas amplia o conjunto de obras, mas também incentiva a inserção de narrativas nativas na história regular exposta ao público. O NYH planeja, assim, ampliar o alcance da história indígena na cidade.

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