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Rose Wylie: a obra de arte vive na margem extremamente frágil

Rose Wylie, aos 91, torna-se a primeira mulher a ocupar as galerias principais da Royal Academy, com a maior retrospectiva de sua carreira

Rose Wylie, pictured in 2024 in her studio in Kent
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  • Rose Wylie, pintora britânica de 91 anos, é a primeira mulher a ocupar as galerias principais da Royal Academy of Arts, em Londres.
  • A exposição, a maior da carreira, reúne mais de noventa obras, incluindo pinturas novas criadas nos últimos dois anos.
  • O título da mostra é The Picture Comes First, ressaltando a preferência pela palavra “picture” em vez de “painting”.
  • A artista sustenta que o desenho vem antes da pintura e que o processo envolve decisões cuidadosas e uma materialidade física da tinta.
  • A mostra fica em cartaz na Royal Academy de 28 de fevereiro a 19 de abril.

Rose Wylie, artista britânica de 91 anos, inaugura uma grande retrospectiva na Royal Academy of Arts, em Londres, destacando-se como a primeira mulher a ocupar as galerias principais da instituição com mais de 90 obras. A mostra reúne trabalhos produzidos ao longo de várias décadas, incluindo peças criadas nos últimos dois anos.

A exposição marca o retorno definitivo da artista ao centro da cena pública após décadas de prática intensa e reconhecimentos crescentes desde o começo dos anos 2010. Wylie já teve reportagens e exibições em instituições como Jerwood Gallery, Tate Britain e Serpentine, além de ter recebido o John Moores Painting Prize em 2014 e a nomeação para o OBE em 2018.

A retrospectiva, intitulada The Picture Comes First, enfatiza a importância do termo imagem sobre o conceito de pintura, segundo a própria artista, que também trabalha com desenhos, textos e diferentes camadas de tinta. A mostra ocupa parte expressiva das galerias principais da RA.

O que há na mostra e como foi montada

Para a curadoria, a exposição amplia a compreensão sobre a prática de Wylie, incluindo várias obras novas criadas nos últimos dois anos. O conjunto demonstra o interesse da artista por escala monumental e pela presença cinematográfica da pintura.

A curadoria investiga a relação entre desenho, pintura e texto, elementos que Wylie utiliza como parte de um processo que parte de esboços para chegar a composições finais. Na trajetória, o desenho funciona como alicerce para a construção da imagem final.

A apresentação também destaca a relação de Wylie com a materalidade da tinta, variando entre camadas lisas, espessas e com salpicos que criam efeitos quase escultóricos. A artista comenta que trabalha com materiais de alta qualidade, buscando uma resposta física da tinta.

A obra de grande formato reforça o papel da pintura como um objeto envolvente, capaz de ocupar espaço no entorno. O diálogo entre referências históricas, cinema, cultura pop e memória pessoal aparece como núcleo da produção de Wylie.

Contexto e impacto

A trajetória de Wylie, que voltou a produzir ativamente após uma pausa de 25 anos, é marcada por reconhecimento tardio, mas consistente. A inauguração na RA sinaliza o alcance de uma carreira que atravessa décadas e diferentes gerações. A mostra busca ampliar o público além do circuito contemporâneo.

A artista afirma que prefere a ideia de pintura como imagem autônoma, sem depender de ilustrações. A produção inclui ainda obras que dialogam com figuras públicas, fotografias e cenas cotidianas, ampliando o campo de referências da produção.

A exposição The Picture Comes First fica em cartaz na Royal Academy of Arts, em Londres, de 28 de fevereiro a 19 de abril, apresentando uma leitura abrangente da prática de Rose Wylie e seu papel na cena artística britânica.

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