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Estúdio do Vaticano preserva mosaicos da Basílica de São Pedro

O estúdio de mosaicos do Vaticano preserva 8.360 m² de mosaicos na Basílica de São Pedro e produz peças usadas pelo Papa como presentes diplomáticos a líderes mundiais

Inside the Vatican studio that preserves the mosaics of St. Peter Basilica
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  • O Estúdio de Mosaicos do Vaticano, com doze artistas, cuida de 8.360 metros quadrados de mosaicos na Basílica de São Pedro desde o fim do século XVI.
  • Além de restauração, produzem mosaicos para a chamada “diplomacia do mosaico” do papa, que presentearia líderes estrangeiros durante visitas ao Vaticano e viagens oficiais.
  • O processo é lento e minucioso, dura meses e envolve conjuntos de milhares de peças para obras devocionais ou cenas como vistas de Roma; o objetivo é preservar a tradição.
  • Um retrato do papa, criado por três artistas em cinco meses, contém cerca de 16.000 azulejos e ilustra o nível de detalhamento exigido.
  • O estúdio mantém um arquivo com 27 mil variedades de cores de mosaico, sendo cerca de 23 mil itens artefatos antigos, alguns com materiais tóxicos ainda não produzidos hoje; também atuam na restauração da cúpula da Capela Clementina dentro da Basílica.

O ateliê do Vaticano preserva os mosaicos da Basílica de São Pedro, um trabalho que vem sendo feito desde o final do século XVI. Doze artistas da Vatican Mosaic Studio cuidam das peças que cobrem o interior da imponente igreja, em meio a uma paleta de cores vibrantes.

Parte do trabalho envolve produzir mosaicos menores que o Papa utiliza como forma de “mosaico diplomático”, presenteando líderes estrangeiros em visitas ao Vaticano ou em viagens oficiais.

A técnica é trabalhosa: levar meses para reunir pequenas peças de cerâmica e vidro, compondo cenas religiosas ou vistas de Roma, como o Coliseu.

A produção é contínua e cuidadosa. A equipe destaca que o mosaico, por ser resistente à fumaça de velas, perdura por séculos, mantendo a ideia de uma obra quase eterna.

Arquivo e técnica

Dentro da Basílica, o ateliê responsabiliza-se por 8.360 metros quadrados de mosaicos, incluindo a cúpula central. O material utiliza o mosaico em vez da pintura para resistir aos litúrgicos fumos.

Recentemente, o estúdio produziu um retrato do papa instalado na Basílica de São Paulo Exterior, às margens de Roma. A obra, feita por três artistas em cinco meses, soma cerca de 16.000 peças.

O Vaticano já enviou mosaicos como presente a presidentes dos Estados Unidos, durante visitas oficiais. O diretor Paolo Di Buono ressalta que essa tradição representa uma prática central da instituição.

Os artistas trabalham com métodos distintos: alguns planejam a obra com imagens em preto e branco para indicar onde colocar as peças; outros começam por uma imagem colorida.

Acervo e restauração

O estúdio funciona também como arquivo histórico, guardando 27.000 tonalidades de tesselas em um gabinete de dois andares com 9.000 gavetas. Cerca de 23.000 peças são artefatos de cores antigas ainda não reproduzíveis.

Ao criar o retrato do pontífice, os artistas recorreram ao acervo para melhor reproduzir tons e sombras do rosto. Em Mongu, no interior, eles continuam a restaurar mosaicos da cúpula da Capela Clementina, espaço venerado da igreja.

Di Buono afirma que a missão é preservar o trabalho de antecessores, conectando a produção atual a uma longa cadeia de artesãos. O estúdio, assim, segue como guardião de uma tradição secular.

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