- A equipe curatorial anunciada por Koyo Kouoh apresenta 111 artistas e coletivos, com muitos vindos do sul global, na mostra In Minor Keys da Bienal de Veneza de 2026.
- O evento ocorre entre 9 de maio e 22 de novembro, nos espaços Central Pavilion, no Giardini, e no Arsenale.
- Kouoh, falecida em Basel, foi a primeira mulher africana a dirigir a curadoria da Bienal, e sua equipe revelou temas como Shrines, Procession/Invocation, Schools, Enchantment, Physical and Spiritual Rest, o Threshold e o Creole Garden.
- O conceito enfatiza artistas que atuam na fronteira entre forma e sociedade, com estrutura não segmentada por seções, seguindo prioridades subjacentes apresentadas pela curadoria.
- O catálogo celebrará um modo colaborativo de criação, com cada artista ganhando um espaço de quatro páginas para mostrar oficinas e processos criativos.
A equipe curatorial da Venice Biennale revelou como dará vida à visão da falecida Koyo Kouoh. A 61ª Exposição Internacional de Arte, intitulada In Minor Keys, contará com 111 artistas e coletivos, muitos vindos do Global South. A edição de 2026 acontecerá de 9 de maio a 22 de novembro, nos espaços do Arsenale e do Pavilhão Central dos Giardini.
Kouoh, primeira curadora africana a ser escolhida para a Bienal, faleceu em maio do ano passado, em Basel, Suíça. A equipe de cinco curadores detalhou os temas de In Minor Keys, ressaltando que a mostra não busca apenas comentar crises mundiais nem escapar delas, mas enfatizar o papel da arte na sociedade.
O grupo explicou que os artistas funcionam como canais de “as menores ainda assim coletivas”, conectando práticas que transbordam o formato e se inserem na vida pública. A estrutura não é rígida, mas orientada por prioridades subjacentes, com foco na interação entre obras e contextos sociais.
Temas centrais e espaços
Entre os eixos da mostra estão Shrines, Procession/Invocation, Schools, Enchantment, Physical and Spiritual Rest, o Limiar e o Jardim Crioulo. Referências a Beloved, de Toni Morrison, e Cem Anos de Solidão, de Gabriel García Márquez, marcam o tom estético da exposição.
O espaço Central Pavilion abrigará a área Shrines, em tributo a Issa Samb e Beverly Buchanan. Em Procession/Invocation, destacam-se artistas como Nick Cave e Ebony G. Patterson, entre outros. A curadoria sugere que os visitantes integrem essas assembleias.
O eixo Schools reunirá organizações que apoiam redes de artistas, como Nairobi Contemporary Art Institute, GAS Foundation (Lagos) e Denniston Hill (Nova York). A curadoria ressalta a importância dessas estruturas para sustentar trajetórias artísticas.
Creole Garden e atrações especiais
Creole Garden convida o público a descansar o corpo, segundo a curadoria, com nomes como Wangechi Mutu e Otobong Nkanga. A mostra também investe em performances e inovação, incluindo uma processão de poetas em alusão à Poety Caravan de Kouoh.
O catálogo da exposição terá um formato colaborativo, com cada artista ganhando um espaço de quatro páginas com esboços e imagens de seus estudos. O objetivo é evidenciar o processo criativo por trás das obras apresentadas.
Kouoh foi diretora artística da exposição deste ano e diretora executiva do Zeitz Museum of Contemporary Art Africa, em Cape Town. Sua atuação ficou marcada pela defesa de artistas negros da África e da diáspora, segundo a presidência da Biennale.
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