- Cornelia Stokes, a nova assistente curadora da arte da diáspora africana no SFMoMA e no Museum of the African Diaspora, começou o cargo há cerca de um mês em regime de dupla função de três anos, com foco em exposições conjuntas e na diversificação da coleção permanente.
- Ela ficou responsável por conectar as duas instituições por meio de exposições colaborativas e programação comunitária relacionada à diáspora africana, além de ampliar o acervo do SFMoMA.
- Entre as obras em Frieze Los Angeles, destaque para Narsiso Martinez, Asparagus Picker (2025), cuja narrativa migrante é enfatizada pela artista e pela curadora, incluindo a premiação Frieze Impact Prize em 2023.
- Ebony G. Patterson, …in the swallowing…she carries the whole…the hole (2021-22), é ressaltada pela experiência imersiva que aborda violência contra corpos negros e pardos, com uso de brilho e glamour para atrair o público.
- Outras obras citadas por Stokes na feira incluem Hugh Hayden, The Blughs (2026); Kenturah Davis, planar vessel XXXII(gia) (2026); Africanus Okokon, Time of defenseless waiting (2026); Robert H. Colescott, Untitled (1968); Sam Gilliam, Cut (1969), ilustrando o foco da curadora na diáspora e na história da arte afro-americana.
Cornelia Stokes, recém nomeada coordenadora assistente da arte da Diáspora Africana no SFMoMA e no Museum of the African Diaspora, assume um cargo tríplo de três anos. O objetivo é ligar as duas instituições por meio de mostras conjuntas e programas comunitários, além de ampliar a coleção permanente.
Durante a Frieze Los Angeles, Stokes selecionou obras que considera promissoras para o futuro da instituição, com potencial de chegar a SFMoMA. Ela descreve o espaço da feira como uma oportunidade de mapear talentos da diáspora.
Obras em foco na Frieze LA
Narsiso Martinez, Asparagus Picker (2025), Charlie James Gallery. Martinez nasceu em Oaxaca e migrou para os EUA aos 20 anos. O artista retrata trabalhadores migrantes e usa caixas de alimentos descartadas como suporte, segundo a curadora.
Ebony G. Patterson, …in the swallowing…she carries the whole…the hole (2021-22), Monique Meloche. Patterson trabalha instalações imersivas que convidam o público a entrar em ambientes que discutem violência contra corpos negros e pardos.
Hugh Hayden, The Blughs (2026), Lisson Gallery. Hayden, nascido no Texas, transforma objetos do cotidiano em questionamento sobre a humanidade, usando fornos de alumínio com estampas de máscaras africanas.
Kenturah Davis, planar vessel XXXII(gia) (2026), Matthew Brown. Davis, de Altadena, vivenciou perdas recentes e a obra associa impressões a textos de Zora Neale Hurston e partituras, segundo a curadora.
Africanus Okokon, Time of defenseless waiting (2026), Ochi. A obra combina silk screen, óleo e leite de coco queimado, criando uma imagem que evolui conforme o processo de pintura, com referências da diáspora.
Robert H. Colescott, Untitled (1968), Gladstone. Stokes destaca a cor vibrante e classifica o trabalho entre seus favoritos, observando o papel histórico de Colescott na arte da diáspora.
Sam Gilliam, Cut (1969), Michael Rosenfeld Gallery. A curadora ressalta a importância de Gilliam e de outros nomes históricos da diáspora, incluindo Bearden, Augusta Savage e Alma Thomas, para a formação de acervos institucionais.
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