- Quatro irmãos Cascio processam o espólio de Michael Jackson em um tribunal federal de Los Angeles, acusando tráfico de menores e abuso sexual na infância.
- A queixa de vinte e três páginas sustenta que Jackson drogou, estuprou e abusou de cada um dos réus, começando quando tinham sete ou oito anos.
- Alegações afirmam que o cantor usou riqueza, status e uma rede de funcionários para seduzir, isolar e abusar das crianças durante viagens e em locais variados, incluindo Neverland.
- Os supostos abusos teriam ocorrido ao longo de mais de uma década, em viagens nacionais e internacionais, como durante a Dangerous World Tour e visitas a residências associadas a outras celebridades.
- A ação cita ainda abuso em diversos locais, com menções a trajetos internacionais, Neverland e residências da família Cascio, e busca danos compensatórios e punitivos; acompanha disputa anterior sobre um acordo financeiro com o espólio.
O extraordinário processo acusa o espólio de Michael Jackson de tráfico de menores. Quatro irmãos Cascio entraram com a ação, alegando que foram drogados, dopados com álcool, expostos a pornografia e abusados pelo astro, quando eram crianças. O protocolo foi registrado na Justiça Federal de Los Angeles na sexta-feira.
A denúncia, de 23 páginas, sustenta que o abuso ocorreu ao longo de anos, em várias localidades do mundo, inclusive durante visitas ao lar dos Cascio e quando Jackson viajava com seus filhos. O documento descreve grooming, uso de influência e isolamento dos menores de adultos de confiança.
Segundo o texto, o uso de riqueza, status de celebridade e uma rede de funcionários facilitou o abuso. A família conhece Jackson por meio do pai, que trabalhava em um hotel de luxo frequentado pelo artista. Gifts e atenção constante teriam consolidado a relação.
O processo cita viagens nacionais e internacionais, incluindo a turnê Dangerous World Tour, visitas à residência de Elizabeth Taylor na Suíça e à de Elton John no Reino Unido, além do Neverland Ranch, na Califórnia.
Dominic seria vítima de abusos em estados como Flórida, Nova Jersey, Nova York, além de França e África do Sul, durante turnês e estadias no Neverland. Aldo teria abusos em viagens, em Neverland, na Cidade de Nova York e em estúdios de gravação.
Marie-Nicole é apontada como vítima durante deslocamentos internacionais, em Neverland, em Las Vegas, na Flórida e na casa da família. A denúncia também alega uma tentativa de abuso em Bahrain.
Os Cascio já se apresentaram como a “segunda família” de Jackson em entrevistas. O grupo apoiou o artista durante o julgamento criminal de 2005, que resultou na sua absolvição. Jackson também enfrentou uma ação civil em 1994, que foi quitada.
Reforçam que Wade Robson e James Safechuck, que acataram acusações contra Jackson após a morte dele, teriam influenciado o relato público. Segundo os Cascio, o documentário Leaving Neverland motivou as próprias revelações.
Representantes do espólio não comentaram no momento. Em janeiro, o advogado de Jackson contestou as acusações como parte de uma suposta tentativa de extorsão de 213 milhões de dólares no ano anterior.
A nova ação envolve pedidos por tráfico de crianças, negligência, dano emocional, infração de contrato, contratação negligente e fraude. A defesa busca remuneração por danos compensatórios e punitivos.
Detalhes do processo
A ação foi protocolada em Los Angeles e assinada pelo advogado Howard King, em nome dos irmãos. O mandado solicita julgamento para fixar indenizações, sem indicar acordo previamente. A defesa pode requerer novas etapas processuais.
Contexto
A audiência relacionada à tentativa de anular acordo financeiro com o espólio ocorre apenas um mês antes, com julgamento de arbitragem em aberto. O próximo comparecimento está marcado para 5 de março, conforme agenda da corte.
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