A tensão entre Israel e o Hezbollah voltou a escalar neste domingo (1º), madrugada de segunda-feira no Oriente Médio, após o grupo xiita libanês lançar drones e foguetes contra o norte de Israel. Segundo autoridades israelenses, os projéteis foram interceptados ou atingiram áreas desabitadas, sem registro de vítimas. Em resposta, caças israelenses realizaram ataques contra […]
A tensão entre Israel e o Hezbollah voltou a escalar neste domingo (1º), madrugada de segunda-feira no Oriente Médio, após o grupo xiita libanês lançar drones e foguetes contra o norte de Israel. Segundo autoridades israelenses, os projéteis foram interceptados ou atingiram áreas desabitadas, sem registro de vítimas.
Em resposta, caças israelenses realizaram ataques contra alvos no Líbano, inclusive em Beirute. De acordo com balanços divulgados até o momento, ao menos 31 pessoas morreram e 149 ficaram feridas. O Exército de Israel afirma que os bombardeios tiveram como alvo instalações do Hezbollah.
O Hezbollah confirmou a autoria dos disparos e afirmou que a ação foi uma retaliação à morte do líder supremo do Irã, o aiatolá Ali Khamenei, ocorrida no sábado (28). O grupo também declarou que o ataque foi uma resposta a bombardeios israelenses que, segundo eles, continuaram mesmo após o cessar-fogo firmado em 2024.
Esta foi a primeira ofensiva do Hezbollah contra Israel desde a formalização da trégua mediada pelos Estados Unidos no ano passado, que havia encerrado mais de um ano de confrontos entre as partes.
Em comunicado, o grupo afirmou que se considera no direito de responder a assassinatos de seus líderes e a ataques em território libanês. Já as Forças de Defesa de Israel (IDF) declararam que não permitirão que o Hezbollah represente uma ameaça ao país e responsabilizaram a organização por qualquer escalada.
Além dos bombardeios, Israel ordenou a evacuação de moradores de cerca de 50 localidades no Líbano. Segundo porta-vozes militares, a medida foi adotada devido à atuação do Hezbollah nessas áreas. A orientação é que a população se afaste ao menos um quilômetro das zonas consideradas alvo potencial.
O governo libanês condenou o lançamento de foguetes contra Israel. O primeiro-ministro, Nawaf Salam, classificou a ação como irresponsável e afirmou que ela coloca o país em risco ao oferecer justificativa para novos ataques israelenses.
Irã disse que atingiu o porto de Haifa
Enquanto isso, no Irã, integrantes dos Guardiões da Revolução declararam que o Hezbollah teria atingido o porto de Haifa com mísseis — informação que Israel afirma não ter resultado em vítimas ou danos relevantes. Também houve menção à possível entrada dos Houthis, do Iêmen, no confronto.
O novo ciclo de ataques ocorre em um cenário regional já marcado por forte instabilidade, envolvendo Israel, Irã e aliados de Teerã. Apesar do cessar-fogo firmado em 2024, os dois lados vinham trocando acusações de violações do acordo. Agora, o temor é de que os episódios recentes ampliem novamente o conflito.
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